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Redes Básico – Parte IV

 

1.5 – Transmissão de Sinal

 

Duas técnicas podem ser usadas para transmitir sinais codificados sobre um cabo: transmissão banda base e transmissão banda larga.

 

1.5.1 – Transmissão Banda Base

 

Usa sinalização digital sobre um simples canal. Sinais digitais fluem na forma discreta de pulsos de eletricidade ou luz. Neste método de transmissão todo a capacidade de  comunicação do canal é usada para transmitir um único sinal de dados. A largura de banda de banda do canal refere-se a capacidade de transmissão de dados ou velocidade de transmissão de um sistema de comunicação digital e é expressa em bps (bits por segundo). A medida que o sinal viaja ao longo do meio ele sofre redução na sua amplitude e pode se tornar distorcido. Se o comprimento do cabo é muito longo, o sinal recebido pode estar até mesmo irreconhecível.

 

1.5.2 – Transmissão Banda Larga

 

Usa sinalização analógica e uma faixa de freqüências. Os sinais não são discretos e são contínuos. Sinais fluem na forma de ondas eletromagnéticas ou óticas. Seu fluxo é unidirecional.

 

Se toda a largura de banda está disponível, vários sistemas de transmissão podem ser suportados simultaneamente no mesmo cabo, por exemplo, tv a cabo e transmissões de rede. A cada sistema de transmissão é alocada uma fatia da largura de banda total.

 

Enquanto que sistemas banda base usam repetidores para fortalecer o sinal, sistemas banda larga usam amplificadores para a mesma finalidade.

 

Como o fluxo do sinal é unidirecional, deve haver dois caminhos para o fluxo de dados, de modo que todos os dispositivos sejam alcançados. Há duas formas de fazer isso:

 

» A largura de banda é dividida em dois canais, cada uma usando freqüência ou faixa de freqüências diferentes. Um canal é usado para transmissão e outro para recepção.

 

» Cada dispositivo é ligado a dois cabos. Um é usado para transmissão e outro para recepção.

 

1.5.3 – Formas de transmitir informação

 

Aumentar a velocidade da transmissão de dados é uma necessidade a medida que uma rede cresce em seu tamanho e na quantidade de tráfego. Maximizando o uso do canal, podemos trocar mais dados em menos tempo. Existem três formas de transmitir informação : simplex, half-duplex e full-duplex

 

Simplex – Forma mais básica de transmissão. Nela a transmissão pode ocorrer apenas em uma direção. O transmissor envia ao dados, mas não tem certeza se o receptor os recebeu. Não há meios de verificar a recepção dos dados. Problemas encontrados durante a transmissão não são detectados e corrigidos. Um bom exemplo de transmissão simplex é a transmissão de TV aberta.

 

Half-Duplex – A transmissão pode ocorrer em ambos as direções mas não ao mesmo tempo. Detecção de erro é possível. Um bom exemplo é a comunicação com walk-talkies. Modems usam half-duplex.

 

Full-Duplex – A melhor forma de transmissão. Os dados podem transmitidos e recebidos simultaneamente. Um bom exemplo é uma conexão de TV a cabo, em que você pode ver TV e navegar na internet ao mesmo tempo.

 

1.6 – Cabeamento da rede

 

Embora possa não parecer a principio, um cabeamento correto é que vai determinar o sucesso da implementação de uma rede. O tipo de cabo usado e a forma como é instalado é fundamental para a perfeita operação de uma rede. Logo estar atento as características de cada tipo de cabo, a forma como operam e as vantagens e desvantagens de cada um é muito importante.

 

A maior parte das redes são conectadas por algum tipo de cabo que atua como meio de transmissão, responsável por carregar os sinais elétricos entre os computadores. Existem muitos tipos de cabos que satisfazem as diversas necessidades e o tamanho das redes. Mas desses muitos, podemos destacar três grupos, que é utilizado pela grande parte das redes.

 

» Cabo coaxial

 

» Cabo par trançado (blindado ou não blindado)

 

» Fibra ótica

 

Entender a diferença entre esses 3 grupos, ajudará a determinar qual tipo de cabeamento é o mais adequado para um determinado cenário.

 

1.6.1 – Cabo Coaxial

 

O cabo coaxial foi o tipo de cabeamento mais usado em redes. Embora, hoje em dia seu uso é muitíssimo reduzido. Algumas das razões que levaram no passado, ao uso deste tipo de cabeamento foram: flexibilidade, baixo custo, leveza e facilidade de manuseio.

 

Na sua forma mais simples, um cabo coaxial consiste de um núcleo com um fio de cobre envolvido por um material isolante, que por sua vez é envolvido por uma malha e essa malha é envolvida pela parte externa do cabo, conhecida como capa, ou seja, um cabo coaxial é composto por várias camadas, conforme ilustrado na figura 2.1.

 

Figura 1.18 – Cabo Coaxial e suas várias camadas

 

Devido a presença de ruídos no meio de transmissão e para evitar que os mesmos distorçam o sinal original, cabos dispõem de um mecanismo conhecido como blindagem. Essa blindagem é feita pela malha do cabo. Cabos com blindagem devem ser usados em ambientes com alta interferência.

 

O núcleo do cabo é responsável por carregar o sinal. O fio que compõe o núcleo pode ser rígido ou flexível. Se for rígido, o fio é de cobre.

 

Envolvendo o núcleo de cobre está uma camada de isolamento dielétrica que separa o núcleo da malha. A malha é responsável pelo aterramento e blindagem (proteção contra ruído). O núcleo e a malha devem estar sempre separados por um isolante, do contrário, o cabo experimentaria um curto e sinais indesejados (ruídos) fluiriam da malha para o núcleo, distorcendo o sinal original. Um curto nada mais é que um fluxo de corrente (ou dados) que fluem em uma maneira indesejada por meio do contato de dois fios condutores ou do contato de um fio condutor e a terra.

 

Cabos coaxiais são altamente resistentes a interferência e atenuação. Atenuação é a perda de amplitude do sinal a medida que o mesmo viaja ao longo do cabo.

 

Por essa razão cabos coaxiais são uma boa escolha onde se tem longas distâncias, e onde a confiabilidade é exigida, suportando altas taxas de dados com o uso de  equipamento menos sofisticado.

 

Figura 1.19 – Atenuação causando deterioração do sinal

 

Existem três tipos de cabo coaxial. Usar um ou outro, dependerá exclusivamente das necessidades da rede.

 

Cabo coaxial fino (Thinnet) -  É um cabo leve, flexível e fácil de usar. Por isso pode ser utilizado em qualquer tipo de instalação. É capaz de carregar o sinal por uma distância máxima de 185 metros sem que o sinal sofra qualquer atenuação. É conhecido no mercado como RG-58. Na realidade isso nada mais é que uma referência a família a que o cabo pertence. Sua impedância é de 50 ohms. A principal característica que distingue os membros da família RG-58 é o núcleo de cobre. O RG-58 A/U possui vários fios de cobre enquanto que o RG-58 /U possui um único fio de cobre rígido.

 

Figura 1.20 – Comparação entre o RG-58 A/U e o RG-58 /U

 

A tabela abaixo descreve os tipos de cabos coaxiais finos mais comuns.

 

 

Cabo coaxial grosso (thicknet) – É um cabo mais rígido que o thinnet,  e o seu núcleo possui um diâmetro maior, conforme ilustrado na fig.2.4.

 

Figura 1.21 – Cabo coaxial grosso e fino

 

Quanto maior for o diâmetro do núcleo, mais longe o cabo é capaz de levar os sinais. Logo, o cabo grosso consegue levar os sinais mais longe que o fino, podendo o sinal viajar por 500 metros antes de sofrer atenuação. Por essa característica, o cabo grosso normalmente é utilizado como backbone, conectando várias redes de cabo fino.

 

Um transceiver é responsável pela conexão de um cabo fino a um cabo grosso. Ele possui uma porta AUI e um acessório conhecido por vampiro que faz a conexão do núcleo dos dois cabos. O cabo transceiver liga o transceiver a placa de rede do computador através das suas portas AUI. A porta AUI é também conhecida como conector DIX ou DB-15.

 

Figura 1.22 – Transceiver de cabo coaxial grosso.

 

Cabo Twiaxial – Tipo especial de cabo coaxial em que o núcleo é composto por dois fios de cobre ao invés de 1. Tem a aparência de dois cabos coaxiais grudados. Pode transportar o sinal por até 25 metros no máximo.

 

A tabela abaixo mostra um resumo das características dos dois cabos coaxiais mais comuns.

 

 

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