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HISTÓRIA

 

O BLOCO SOVIÉTICO E O SOCIALISMO AGRÁRIO DA CHINA

 

Objetivo

 

Esta lição visa mostrar como foi a trajetória do socialismo na política soviética. Quem forma os líderes de destaque e quais foram seus planos para o progresso do socialismo. Também mostrará como o socialismo afetou a China.

 

A trajetória política da União Soviética

 

Na realidade, a Rússia czarista tinha poucas chances de se transformar no primeiro país socialista. País agrícola por excelência, os operários representavam uma minoria em comparação a população. Ora, para Marx, escritor socialista de destaque, o agente da revolução socialista deveria ser justamente o proletariado industrial. Em sua ausência, o fator decisivo foi a existência de um partido de revolucionários profissionais, os bolcheviques, longamente preparados para a luta pelo poder. O líder desse partido era Lenin.

 

Em 1921, terminada a guerra civil, o Partido Bolcheviques, decretou o regime de partido único e esmagou a ferro e fogo a rebelião dos marinheiros de Kronstadt que reivindicaram mais democracia.

 

Além disso, o governo de Lenin e Trotski passou a reprimir manifestações e greves operárias em Petrogrado e outras cidades. Foi proibida também a formação de tendências políticas dentro do Partido Comunista.

 

Com a morte de Lenin, em 1924, o poder passou a ser disputado por Trotski e Stalin. Trotski havia sido presidente do soviete de Petrogrado em 1905 e 1917 e era ministro da Guerra e líder da oposição de esquerda.

 

Trotski tinha por objetivo ampliar a democracia no interior dos soviete e a propagação da Revolução pelos países industrializados. Stalin  já defendia a tese da “construção do socialismo num só país”. Trotski perdeu a disputa entre 1927 e 1929. Mas em 1940, um agente de Stalin, Ramón Mercader, o assassinou no México.

 

Com Stalin no poder, a Revolução voltou-se contra muitos de seus lideres. Por volta de 1944, todos os membros do Comitê Central do Partido Comunista da época da revolução haviam sido assassinados pelo secretário-geral em sucessivos inquéritos sumários, aos quais não faltaram nem a tortura nem a prisão de parentes dos acusados.

 

As únicas exceções foram Sverdlov e o próprio Lenin, que morreram de causas naturais.

 

Com a morte de Stalin, em 1953, teve início o processo de desestalinização, cujo clímax foi o XX Congresso do Partido Comunista, realizado em 1956. Nele, Nikita Kruchev, novo secretário-geral do Partido, denunciou os crimes ocorridos durante o governo e Stalin.

 

Em algumas oportunidades, Kruchev não seguiu essa política aparentemente pacifista e adotou métodos semelhantes ao Stalin. Foi o que ocorreu, em 1956, quando tropas soviéticas sufocaram rebelião popular na Hungria.

 

Em 1964, Kruchev foi afastado do poder pelo Comitê Central do Partido e substituído por Leonid Brejnev.

 

Os benefícios econômicos

 

A União Soviética dos tempos de Stalin estava bem longe dos ideais socialistas de Marx e Engels. Entretanto a estatização dos meios de produção, o monopólio estatal do comércio exterior e a planificação econômica permitiram a esse Estado de socialismo burocrático notáveis êxitos no campo de economia.

 

A partir de 1930, esses êxitos se tornaram importantes instrumentos de propaganda política e ideológica.

 

O principal meio para isso era a planificação econômica. Com órgãos especializados, o governo soviético elaborou  planos econômicos com vigência de cinco ou sete anos. Eles estabeleciam, os produtos cuja fabricação deveria ser incentivada e as regiões do país que deveriam merecer preferência para o investimento do dinheiro público.

 

No setor agrícola existiam as chamadas fazendas coletivas, que eram de  propriedade do Estado.

 

Os planos qüinqüenais

 

Entre 1928 e 1932, foi posto em execução o primeiro plano qüinqüenal. Stalin acelerou o processo de coletivização da agricultura, forçou a concentração das pequenas propriedades em grandes fazendas coletivas. O resultado não foi o esperado.

 

Um dos maiores problemas desse plano foi à ênfase exagerada na expansão da indústria pesada. Essa ênfase era criticada por Trotski. Para ele, era necessário observar as necessidades do mercado consumidor, em lugar de pensar apenas nos números relativos a produção de máquinas e equipamentos.

 

Ao se iniciar o plano qüinqüenal, em 1933, a situação no campo era bem difícil, isto porque os camponeses  estavam desestimulados, já que recebiam baixos salários. Com isso eles migravam em massa para os grandes centros, principalmente Moscou e Leningrado.

 

O esforço exagerado da transformação econômica realizou-se a custa de intenso sofrimento social. A partir de 1936 milhões de pessoas foram transferidas para campos de trabalhos forçados.

 

Após o XXI Congresso do Partido Comunista, realizado em 1959, o governo finalmente decidiu a dar mais atenção a produção de bens de consumo. Por esta razão, os objetivos do plano de sete anos, de 1959 e 1965 centrados na indústria pesada foram modificados, a atenção foi voltada para  construção de habitação e a indústria têxtil e alimentícia.

 

O socialismo no Leste europeu

 

Quando a guerra terminou, em 1945, Stalin mantinha relações amistosas com as potências ocidentais. Sua preocupação era garantir sua área de influência sem romper a aliança.

 

Assim, a política externa soviética no Leste europeu teve, à princípio, o objetivo de estabelecer democracias populares, era um novo tipo de formação política que combinava formas capitalistas administrativas com a colaboração dos comunistas.

 

A política de Stalin decretou a morte das democracias populares. Ocorreu uma reviravolta nos países do Leste europeu, verdadeiras revoluções, planejadas e executadas sob ordem dos dirigentes soviéticos.

 

O instrumento dessa política foi os partidos comunistas locais. Esses partidos assumiram o poder por meio de golpes. O socialismo estatal-burocrático acabou instalado na Bulgária, Romênia, Polônia, Alemanha Oriental, Tchecoslováquia e Albânia.

 

Na Hungria, os comunistas tomaram o poder com o apoio do Exército Vermelho em 1949.Sete anos depois, em 1956, uma revolta operário-popular colocou no poder um governo comunista independente liderado por Imre Nagy, que contava com a participação do filósofo marxista Gerog Lukács.

 

Na Tchecoslováquia, o poder passou para o controle dos comunistas em 1948. Em 1968, o primeiro secretário do Partido Comunista Tcheco, Alexander Dubcek, deu inicio a um avançado programa de reformas, de caráter liberal.

 

A integração política e econômica do bloco socialista

 

A criação da Otan, pacto de assistência militar mútua liderado pelos Estados Unidos, levou o governo soviético, em 1955, a criar o pacto de Varsóvia. O acordo agrupava as forças militares dos países socialistas sob o comando único dos soviéticos.

 

No auge da economia, em oposição ao Plano Marshall, em 1949 foi organizado o Comecon (Conselho para Assistência Econômica Mútua), liderado pela União Soviética e composto por oito países do chamado bloco socialista. O organismo assegurava a distribuição de matéria-prima e favorecia a especialização econômica das nações participantes.

 

O  EFEITO DO SOCIALISMO NA CHINA

 

A partir de 1949, com o triunfo da Revolução Chinesa, o socialismo começou a se expandir para o Oriente.

 

Na China, o processo revolucionário conduzido por Mão Tse-tung levou o país a ocupar posição de destaque entre as nações de mais rápido desenvolvimento econômico.

 

Ao longo do século XIX, a China foi explorada a exaustão pelas potências imperialistas. Em 1905, o líder político Sun Yat-sem fundou o Kuomintang, organização que pretendia transformar a China por meio de uma revolução.

 

Em 1912, foi proclamada a República, sob a liderança de Yuan Che-Kai, apoiado por Sun Yat-sem. Em 1925 Sun Yat-sem morreu, o General Chang Kai-Chek, seu substituto, procurou reunificar o país, transferindo seu governo para Pequim. Em 1927, os comunistas rebelaram-se em Xangai, um ano depois, militares revolucionários pelo general Chu The uniram-se ao líder comunista Mao Tse-tung, no sul da China, os também conhecidos como exército vermelho.

 

Assim, em 1929, o Exército Vermelho já contava com 10 mil soldados e dominava a província de Kiangsi. Em 1931, seu exército já  havia crescido para 300 mil pessoas.

 

Era o começo da longa marcha, um dos feitos militares mais brilhantes do século. Ao saírem de Kiangsi, eram cerca de 100 mil pessoas. Chegaram a Shensi, em outubro de 1935, apenas 30 mil. Apesar das perdas, o movimento seria decisivo para a Revolução Chinesa.

 

Desde 1931, os japoneses ocupavam a Manchúria, região situada no nordeste da China. Em 1937, eles resolveram invadir outros territórios do país. Ao deslocar-se para o norte, sua intenção era enfrentar os japoneses.

 

Esses eventos serviram para unir os comunistas e o governo no combate ao inimigo. Entretanto, suas tropas eram mal preparadas e não tinham apoio da população. Conselheiros norte-americanos previam a derrota, caso não fosse feita uma reforma agrária.

 

Depois de dois anos de combate, Mao e seus companheiros chegaram ao poder. A primeiro de outubro de 1949, com o país inteiramente dominado pelo exército vermelho, foi proclamada a República popular da china.

 

Os comunistas no poder

 

Em 1945, sob o governo comunista, a Constituição chinesa estabeleceu a Nova Democracia, foi criado uma Hierarquia de Assembléia Locais e um Congresso Nacional do Povo. A esse Congresso cabia a escolha do presidente da República.

 

Na realidade, o poder, apesar do pluralismo aparente, pertencia exclusivamente ao Partido Comunista, que mobilizava o interesse da população, por realizar enormes manifestações em Pequim.

 

As relações entre Pequim e a Igreja católica foram totalmente rompidas, com prisão e a expulsão de padres. Em 1958, foi criado pelo governo chinês um bispado a revelia do Vaticano.

 

O comunismo chinês favoreceu a independência das mulheres, estabeleceu a igualdade entre os sexos, a liberdade de casamento e o acesso feminino as mais altas funções públicas.

 

A Revolução Cultural

 

O fracasso econômico do Grande Salto a frente, no período de 1958 a 1961, fortaleceu os opositores de Mao, principalmente o presidente da República, Liu Shao-Chi, que passou a orientar a economia chinesa novamente segundo o modelo soviético. Em 1966, Mao Tse-tung reagiu, dando início a Grande Revolução Cultural Prolataria.

 

Um novo apelo as energias revolucionárias da população foi feito. Pretendia-se combater a política econômica baseada em incentivos materiais e individual.

 

A luta pelo poder foi renovada em 1976, quando Mao Tse-tung morreu. A abertura econômica estimulou um movimento popular pela democracia. Em maio de 1958, milhões de pessoas saíram as ruas e exigiram maior liberdade de manifestações e o fim da corrupção e dos privilégios dos altos funcionários.

 

O governo recusou a fazer mudanças e reprimiu o movimento com extrema violência. Em julho, tropas fortemente armadas e tanques avançaram sobre a multidão reunida na Praça da Paz Celestial, em Pequim, o que causou a morte de muitas pessoas.

 

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