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Tutorial de TCP/IP - Júlio Battisti - Parte 30
Configurações do DNS – Final


Introdução:

Prezados leitores, esta é a nona parte, desta segunda etapa dos tutoriais de TCP/IP. As partes de 01 a 20, constituem o módulo que eu classifiquei como Introdução ao TCP/IP. O objetivo do  primeiro módulo foi apresentar o TCP/IP, mostrar como é o funcionamento dos serviços básicos, tais como endereçamento IP e Roteamento e fazer uma apresentação dos serviços relacionados ao TCP/IP, tais como DNS, DHCP, WINS, RRAS, IPSec, Certificados Digitais, ICS, compartilhamento da conexão Internet e NAT. Nesta segunda parte da série, que irá da parte 20 até a parte 40 ou 50 (ou quem sabe até 60), apresentarei as ações práticas, relacionadas com os serviços DNS, DHCP e WINS no Windows 2000 Server.

Nesta parte desta segunda série de tutoriais, darei continuidade a parte prática de Administração do DNS, no Windows 2000 Server. Nesta parte do tutorial, você aprenderá, dentre outros, sobre o importante recurso de Round Robin.

Configurar Round Robin

Round robin é um mecanismo de equilíbrio local de carga, usado pelos servidores DNS  para compartilhar e distribuir cargas entre dois ou mais servidores da rede. Entenda-se por carga de trabalho no servidor DNS, os pedidos para resolução de nomes, enviados através de consutlas dos diveresos clientes da rede (estações de trabalho e outros equipamentos ligados na rede). Por exemplo, pode ser utilizado para distribuir os acessos a um site de elevado volume de acessos entre dois ou mais servidores Web, os quais que contém exatamente o mesmo conteúdo. Em resumo, usando o Round robin, a um único nome DNS são associados dois ou mais endereços IP. A medida que as requisições vão chegando, o servidor DNS responde cada consulta com um dos endereços IP e depois faz uma reordenação da lista de endereços, para que na próxima requisição, um endereço IP diferente seja o primeiro da lista. Isso proporciona uma distribuição igualitária de carga entre os diversos servidores.

Para que o round robin funcione, vários registros de recursos, registros do tipo A, para o mesmo nome, devem ter sido criados na zona.

Exemplo: Rotação round-robin

Uma consulta do tipo pesquisa direta (para todos os registros do tipo A que correspondem a um único nome de domínio DNS) é feita em um computador com diversas bases que tem três endereços IP diferentes, associados ao nome. Registros do tipo A separados são usados para mapear o nome de host para cada um desses endereços IP na zona. Na zona os registros são exibidos em uma ordem fixa, conforme exemplo a seguir:

srv01   IN  A  10.10.10.1
srv01   IN  A  10.10.10.2
srv01   IN  A  10.10.10.3

O primeiro cliente DNS que consulta o servidor para resolver seu nome de host (srv01) recebe a lista na ordem padrão. Quando um segundo cliente envia uma consulta subseqüente para resolver esse nome, a lista é girada de acordo com o seguinte:

srv01   IN  A  10.10.10.2
srv01   IN  A  10.10.10.3
srv01   IN  A  10.10.10.1

e assim sucessivamente para próximas requisiões. Vejam que até o nomeo “Round robin”, dá uma idéia de rodízio, que é exatamente o que acontece. Um rodízio entre os diferentes Ips, associados com o mesmo nome.
A seguir continuo a analisar as opções da guia Avançada, das propriedades de um servidor DNS, baseado no Windows 2000 Server.

  • Ativar classificação de máscaras de rede: Determina se o servidor DNS reordenará uma lista de vários registros de recursos A com base na prioridade da sub-rede local se um nome de host consultado for um computador com diversos registros no DNS. Por padrão, os servidores DNS do Windows 2000 e do Windows Server 2003 usam prioridade de sub-rede local. Este item merece um pouco mais de detalhes. A seguir apresento mais detalhes sobre a atribuição de prioridades a sub-redes locais.

Atribuir prioridades a sub-redes locais

Por padrão, o serviço DNS usa a atribuição de prioridades a sub-redes locais como o método para dar preferência a endereços IP (Internet Protocol, protocolo Internet) na mesma rede quando uma consulta de cliente é resolvida para um nome de host que está mapeado para mais de um endereço IP. Ou seja, se o cliente enviou uma consulta para um nome e existem,  por exemplo, dois endereços IP associados com o nome. O servidor DNS dará preferência ao endereço IP que for da mesma rede do cliente que enviou a consulta (caso um dos endereços IP seja da mesma rede).Esse recurso permite que o aplicativo do cliente se conecte ao host que esteja usando seu endereço IP mais próximo (e normalmente o mais rápido) disponível para a conexão.

O serviço DNS usa a prioridade à sub-rede local da seguinte maneira:

I.       O serviço DNS determina se a atribuição de prioridade à sub-rede local é necessária para ordenar a resposta à uma consulta enviada pelo cliente. Se mais de um registro de recurso do tipo A corresponder ao nome de host consultado, o serviço DNS pode reordenar os registros de acordo com sua localização na sub-rede. Se o nome de host consultado corresponder apenas a um registro de recurso do tipo A ou se o endereço de rede IP do cliente não corresponder a um endereço de rede IP de nenhum dos endereços mapeados em uma lista de resposta de vários registros, nenhuma atribuição de prioridade será necessária.

II.      Para cada registro que faz parte da lista de respostas a serem enviadas para o cliente, o serviço DNS determina quais registros (se houver) correspondem à localização da sub-rede do cliente solicitante.

III      O serviço DNS reordena a lista de resposta para que um registro do tipo A, que corresponda à sub-rede local do cliente solicitante seja posicionado em primeiro lugar na lista de resposta.

IV.      Com atribuição de prioridade ordenada de acordo com a sub-rede, a lista de resposta é retornada ao cliente solicitante.

O resultado prático desta priorização é que se um dos endereços retornados fizer parte da mesma rede do cliente, este endereço será utilizado, preferencialmente (será o primeiro da lista).

Observação: A prioridade da sub-rede local substitui o uso da rotação round robin para nomes com vários endereços IP associados. Entretanto, quando o round robin está ativado, os registros continuam a ser alternados usando o round robin como o método de classificação secundário da lista de respostas.

  • Proteger cache contra poluição: Esta opção determina se o servidor tentará limpar as respostas para evitar poluição do cache. Por padrão, os servidores DNS do Windows 2000 e do Windows Server 2003 usam uma opção de resposta segura que elimina a adição de registros no cache, de recursos não relacionados, incluídos em uma resposta de referência, ou seja, recursos não diretamente relacionados com o nome pesquisado, mas sim referências a servidores que possam resolver o nome pesquisado. Na maioria dos casos, todos os nomes adicionados em respostas de referência são normalmente armazenados em cache e ajudam a acelerar a velocidade de resolução das consultas DNS subseqüentes. Com esse recurso, entretanto, o servidor pode determinar que nomes referenciados são potencialmente poluentes e não seguros, e descartá-los. O servidor determina se o nome oferecido será armazenado em cache em uma referência com base no fato dele fazer parte ou não da árvore exata de nomes de domínios DNS relativa para a qual o nome original foi consultado. Por exemplo, se uma consulta foi originalmente feita para "rh.abc.com" e uma resposta de referência forneceu um registro para um nome fora da árvore de nomes de domínio "abc.com", como por exemplo xyz.com, então esse nome não deverá ser armazenado em cache, se esta opção estiver marcada.

Na lista Carregar dados da zona ao iniciar, você pode selecionar o método de inicialização usado por este servidor DNS. Estão disponíveis os métodos Do Active Directory e do Registro e do Arquivo. Por padrão, o servidor DNS usa informação gravada na registry do sistema para inicializar o serviço e carragar as informações sobre as zonas do servidor DNS. O DNS também pode ser configurado para carregar informações a partir de um arquivo ou no caso de um servidor com zonas integradas com o Active Directory, você pode usar a opção Do Active Directory e do Registro. Se você utilizar o método Do arquivo, o arquivo de inicialiação deve ser um arquivo de texto, com o nome Boot, localizado na pasta systemroot\Windows\System32\Dns, onde systemroot representa a pasta onde o Windows 2000 Server está instalado.

Nesta guia você também pode marcar a opção Ativar eliminação automática dos registros fora de uso. Ao marcar esta opção você poderá definir o período pelo qual o registro deve ficar fora de uso antes de ser excluído.


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Você também pode utilizar o botão Restaurar padrões, para voltar o servidor DNS a suas configurações avançadas padrão, que são as seguintes:

Propriedade                                                         Valor padrão
Habilitar recursão                                                 Desmarcada
Vincular secundários                                             Marcada
Falha no carregamento se forem dados...            Desmarcada
Ativar rodízio                                                         Marcada
Ativar classificação de máscara de rede                Marcada
Proteger cache contra poluição                             Marcada
Verificação de nome                                              (UTF8)
Carregar dados da zona ao iniciar                               Do Active Directory e do Registro
Ativar eliminação automática de registros for a de uso   Desmarcada

10.     Defina as configurações desejadas, de acordo com as necessidades do servidor DNS que você está configurando.

11.     Clique na guia Dicas de raiz (Root Hints). Será exibida a janela indicada na Figura a seguir:


Figura - Lista de servidores root do DNS.

Nota: Eu não posso deixar de registrar o meu protesto contra as traduções. No Windows 2000 Server, em Português, a tradução de Root Hints foi “Dicas de raiz”. Deus nos ajude. Tudo bem, a tradução pode até estar correta. Mas quem traduziu realmente não tinha a mínima idéia do que é o DNS. O que significa para o DNS: “Dicas de raiz”. Nada, absolutamente nada elevado ao quadrado.

Nesta janela é exibida a lista dos servidores root da Internet, utilizados no processo de recursão, descrito na Parte 9 desta série de tutoriais. Você pode alterar as informações de um dos servidores utilizando o botão Editar, pode adicionar novos servidores usando o botão Adicionar e pode remover servidores usando o botão Remover, embora seja pouco provável que você tenha que efetuar alguma destas operações.

Por padrão, os servidores DNS implementam a lista dos servidores raiz usando um arquivo, Cache.dns, que é armazenado na pasta %SystemRoot%\System32\Dns do servidor. Esse arquivo normalmente contém os registros de recursos NS e A para os servidores raiz da Internet. Se, entretanto, você estiver usando o serviço DNS em uma rede particular, poderá editar ou substituir esse arquivo por registros similares que apontem para seus próprios servidores DNS raiz internos.

Outra configuração de servidor na qual esta lista pode ser tratada de modo diferente é aquela na qual um servidor DNS é configurado para ser usado por outros servidores DNS em um espaço de nomes interno como um encaminhador de todas as consultas de nomes DNS gerenciadas externamente (a Internet, por exemplo). Muito embora o servidor DNS usado como um encaminhador possa estar localizado internamente na mesma rede dos servidores que o utilizam como um encaminhador, ele precisa da lista de servidores raiz da Internet para funcionar corretamente e resolver nomes externos. Este é um dos exemplos que citei anteriormente, onde todos os servidores DNS interno encaminham as consultas para um único encaminhador (forward), para reduzir o tráfego de WAN relacionado com a resolução de nomes.

Nota: Se você está utilizando servidores raiz internos, não use a lista de servidores raiz. Em vez disso, exclua o arquivo Cache.dns inteiramente de todos os seus servidores raiz. Se um servidor DNS estiver configurado para acessar outros servidores DNS, como através de uma lista de servidores DNS configurados nas propriedades TCP/IP dos clientes, , o serviço DNS será capaz de obter suas próprias dicas de localização de servidores raiz durante uma nova configuração do servidor. Você pode usar o Assistente para configuração de novo servidor fornecido com o console DNS para realizar essa tarefa.

12.     Defina as configurações desejadas, de acordo com as necessidades do servidor DNS que você está configurando.

13.     Clique na guia Log  Será exibida a janela indicada na Figura a seguir:


Figura - A guia Log.

14.     Nesta guia você configura quais tipos de eventos deseja registrar no log do DNS. Defina as configurações desejadas, de acordo com as necessidades do servidor DNS que você está configurando.

15.     Clique na guia Monitorando  Será exibida a janela indicada na Figura a seguir:


Figura - A guia Monitorando.

Esta guia é utilizada para configurar testes de resolução que o servidor DNS pode fazer periodicamente. Nesta mesma janela você define a periodicidade dos testes. Por exemplo, a cada 1 minuto, a cada 5 minutos, a cada hora e assim por diante. O resultado dos testes é exibido na lista Resultados do teste. Você pode habilitar teste de uma simples consulta no servidor DNS ou de uma consulta usando recursão.

16.     Defina as configurações desejadas, de acordo com as necessidades do servidor DNS que você está configurando.

17.     Clique na guia Segurança.  Será exibida a janela indicada na Figura a seguir:


Figura - A guia Segurança.

18.     Nesta guia é exibida uma lista de contas de grupos e usuários e as respectivas permissões de acesso aos recursos do servidor DNS. Esta é uma lista de permissões ou tecnicamente conhecida como ACL – Access Control List (Lista de Controle de Acesso), similar a lista utilizada para definir permissões NTFS em pastas e arquivos. Você pode utilizar esta lista para restringir quais usuários e grupos podem ter acesso e fazer alterações nas configurações do servidor DNS.

19.     Defina as configurações desejadas, de acordo com as necessidades do servidor DNS que você está configurando e clique em OK para fechar a janela de propriedades.

20.     É isso, agora você já sabe todas as opções de configuração do servidor DNS.

Conclusão

Neste parte do tutorial você aprendeu a configurar importantes opções de um servidor DNS.

 

Outras partes do Tutorial

Parte 1 Introdução ao TCP /IP Parte 17 ICF– Internet Connection Firewall Parte 33 DNS - Configurando Servidor somente Cache
Parte 2 Números Binários e Máscara de Sub-Rede Parte 18 Introdução ao IPSec Parte 34 DNS - Configurações do Cliente
Parte 3 Classes de Endereços Parte 19 Certificados Digitais e Segurança Parte 35 DNS - Comandos ipconfig e nslookup
Parte 4 Introdução ao Roteamento IP Parte 20 NAT – Network Address Translation Parte 36 DHCP – Instalação do DHCP no Windows 2000 Server
Parte 5 Exemplos de Roteamento Parte 21 Roteiro para Resolução de Problemas Parte 37 DHCP – Entendendo e Projetando Escopos
Parte 6 Tabelas de Roteamento Parte 22 DNS - Instalação do DNS Server Parte 38 DHCP – Entendendo e Projetando Escopos
Parte 7 Sub netting – divisão em sub-redes Parte 23 DNS - Criando Zonas no DNS Parte 39 DHCP – Configurando Opções do Escopo
Parte 8 Uma introdução ao DNS Parte 24 DNS - Tipos de Registros no DNS Parte 40 Configurando as Propriedades do Servidor DHCP
Parte 9 Introdução ao DHCP Parte 25 DNS - Criando Zonas Reversas Parte 41 Implementação e Administração do WINS – Parte 1
Parte 10 Introdução ao WINS Parte 26 DNS - Criando Registros Parte 42 Implementação e Administração do WINS – Parte 2
Parte 11 TCP , UDP e Portas de Comunicação Parte 27 DNS - Propriedades de Zona Parte 43 Implementação e Administração do WINS – Parte 3
Parte 12 Portas de Comunicação na Prática Parte 28 DNS - Segurança de Acesso Parte 44 Implementação e Administração do RRAS – Parte 4
Parte 13 Instalação e Configuração Parte 29 DNS - Forwarders Parte 45 Implementação e Administração do RRAS – Parte 5
Parte 14 Protocolos de Roteamento Dinâmico - RIP Parte 30 DNS - Round-robin Parte 46 Implementação e Administração do RRAS – Parte 6
Parte 15 Protocolos de Roteamento Dinâmico - OSPF Parte 31 DNS - Zonas secundárias Parte 47 Implementação e Administração do RRAS – Parte 7
Parte 16 Compartilhando a Conexão Internet Parte 32 DNS - Integração com o Active Directory Parte 48 Implementação e Administração do RRAS – Parte 8

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