AS EMPRESAS ESTÃO "DESESPERADAS" POR ESTE TIPO DE PROFISSIONAL... - VOCÊ É UM DELES?
MEGA FORMAÇÃO EM INFRAESTRUTURA DE TI - O Conhecimento que Vira Dinheiro - CLIQUE AQUI
| « Lição anterior | Δ Página principal | ¤ Capítulos | Próxima lição » |
| WINDOWS 2003 SERVER - CURSO COMPLETO Autor: Júlio Battisti |
|||
|---|---|---|---|
| Lição 182 - Capítulo 21 - Segurança e serviços de rede: Demand-Dial Routing | |||
Pré-Requisitos: Conhecimento básico de redes, do protocolo TCP/IP e de roteamento. Uma introdução ao roteamento de discagem por demanda. O serviço de roteamento do RRAS no Windows Server 2003 (e também no Windows 2000 Server) inclui o suporte ao demand-dial routing (roteamento de discagem por demanda) também conhecido como roteamento dial-on-demand. Usando uma interface de discagem por demanda (como por exemplo uma conexão via modem e linha discada), o roteador pode iniciar uma conexão com um roteador remoto quando um pacote a ser roteado é recebido pelo roteador. A conexão se torna ativa apenas quando os dados são enviados para o site remoto. Quando houver um determinado período de inatividade no link, a conexão é desfeita e somente quando houver um novo pacote a ser roteado é que a conexão será criada novamente – sob demanda. Fazendo uma conexão de discagem por demanda, você pode usar linhas telefônicas dial-up existentes em vez de linhas dedicadas. Este uso gera economia, principalmente em situações de pouco tráfego. O roteamento de discagem por demanda pode reduzir significativamente os custos de conexão. A principal desvantagem deste método é que existe um retardo no roteamento dos pacotes, quando a conexão não está estabelecida e é preciso fazer uma discagem para fazer o roteamento. Durante o tempo de estabelecimento da discagem, os pacotes a serem roteados ficarão em espera. Por isso que este recurso somente é indicado para pequenas redes, com pouco tráfego de replicação, preferencialmente para empresas que precisam fazer o roteamento em horários específicos. Nestes casos se justifica o uso do roteamento sob demanda, por causa da redução de custo em comparação com o uso de um link dedicado. Outra situação em que o uso do roteamento sob demanda é recomendado é para a criação de um link de reserva, para contingência, no caso de falha do link principal. Por exemplo, você pode criar uma conexão de roteamento sob-demanda e configura-la com um custo bem mais elevado do que o custo da conexão padrão. Nestas situações, a conexão de roteamento sob demanda somente será utilizada quando a conexão dedicada falhar. Neste caso a conexão de roteamento sob demanda funciona como um “backup”, a ser utilizado na contingência de falha da conexão principal. O roteador do RRAS também inclui o suporte a filtros de discagem por demanda e a horários para discagem externa, ou seja, você pode configurar em qual horários será permitida a discagem para dar suporte ao roteamento de pacotes. Você pode definir horários de discagem externa para especificar os períodos em que um roteador tem permissão para fazer conexões de discagem por demanda. Você pode configurar quando o roteador pode aceitar conexões de entrada por meio de diretivas de acesso remoto. Você pode usar filtros de discagem por demanda para especificar os tipos de tráfego permitidos para criar a conexão. Os filtros de discagem por demanda são separados dos filtros de pacotes IP (Internet Protocol, protocolo Internet), que você configura para especificar qual o tráfego permitido para uma interface, e a partir dela, depois que a conexão é feita. Você aprenderá a configurar estes filtros na parte prática deste tópico, mais adiante. Uma conexão de roteamento sob demanda é feita entre um roteador “chamador”, que é o roteador que inicia a conexão e um roteador “respondedor”, que é quem atende a conexão. Os dois roteadores devem ter o RRAS instalado e configurado para aceitar conexões de roteamento sob demanda. Quando um roteador configurado para iniciar chamadas de roteamento sob demanda, recebe um pacote, o RRAS determina (com base nas tabelas de roteamento), qual a melhor rota a ser utilizada para enviar o pacote. Se a rota selecionada é uma rota de uma interface de discagem sob demanda, e se a conexão não estiver estabelecida, será iniciada a discagem, para estabelecer uma conexão com o roteador de destino. Será iniciada uma conexão do tipo PPP. A conexão PPP pode utilizar uma linha telefônica comum ou uma conexão de alta velocidade, como ISDN ou ADSL. Pode inclusive ser uma conexão do tipo VPN, baseada em PPTP ou L2TP, conforme descrito no Capítulo 19. Existem mais alguns fatores que devem ser considerados, em relação ao uso do roteamento sob demanda:
Outro cuidado especial que deve ser tomado é em relação a configurar a conexão de roteamento sob demanda, como sendo a rota padrão (0.0.0.0). Rota padrão significa: se não houver uma rota específica, manda para a rota padrão. Esta configuração fará com que a conexão sob demanda seja inicializada sempre que houver um pacote a ser enviado e não houver uma rota específica ou até mesmo um quando um endereço inválido for utilizado, o RRAS não terá uma rota específica e mandará para a rota padrão. Claro que em determinadas situações pode ser necessária a definição da rota padrão, associada com a conexão de discagem sob demanda. Nos até já fizemos esta configuração no capítulo 20, ao configurar e habilitar o NAT. Um dos passos era criar uma conexão de discagem sob demanda e configura-la como rota padrão. Mas no exemplo do NAT este é a configuração necessária, já que todo acesso à Internet deve passar pelo NAT e se não houver uma conexão estabelecida, uma nova conexão deve ser iniciada – exatamente o que faz o roteamento em uma interface de discagem sob demanda. Diversos recursos podem ser utilizados para garantir a segurança na utilização de roteamento de conexões sob demanda. O primeiro deles é o uso de uma conta do domínio, para fazer a autenticação com o roteador de destino (servidor RRAS que irá atender a chamada). Com o uso de uma conta do Active Directory, o roteador que recebe a chamada, tem como verificar se o roteador que está solicitando a conexão é um roteador autorizado, pois está informando uma conta e senha válidas no domínio. Estou usando o termo roteador, mas entenda-se como sendo um servidor RRAS executando a função de roteamento, já que para estabelecer uma conexão de roteamento sob demanda, as duas pontas tem que ser servidores RRAS. Além disso o administrador pode definir qual conta será utilizada para fazer a conexão sob demanda, habilitando esta conta a fazer a conexão com o servidor RRAS. Esta habilitação pode ser feita diretamente nas propriedades da conta, na guia Dial-in (Discagem) ou usando uma política de acesso remoto para dar permissão de discagem para o grupo ao qual pertence a conta. Também pode ser uma política de acesso remoto configurada em um servidor RADIUS, caso você esteja utilizando o IAS para autenticação de conexões no RRAS. Nota: Para detalhes sobre o RRAS, RADIUS, IAS e políticas de acesso remoto, consulte o Capítulo 19, onde estes assuntos foram discutidos em detalhes. Como a conexão de discagem sob demanda é feita com base no PPP, estão disponíveis os protocolos de autenticação aceitos pelo PPP: PAP, SPAP, CHAP, MS-CHAP v1, MS-CHPA v2 e EAP-MD5. Para mais detalhes sobre estes protocolos de autenticação, consulte o Capítulo 19. Os mecanismos de autenticação baseados em certificados, tais como EAP-TLS também são suportados em conexões de discagem sob demanda. Outra opção é o uso de uma conexão do tipo VPN, baseada em LT2P/IPSec. Neste caso não são usadas informações de autenticação de uma conta do usuário. Ao invés o próprio protocolo IPSec é responsável por fazer que os dois lados da conexão se autentiquem mutuamente. Os mecanismos de call back e de identificador de segurança (security ID), discutidos no Capítulo 19 também podem ser utilizados para conexões de roteamento sob demanda. Mais um mecanismo importante de segurança, disponível para conexões de roteamento usando discagem sob demanda, é a possibilidade de bloqueio de conta (lockout account). O administrador pode definir um número máximo de tentativas de autenticação sem sucesso, dentro de um período de tempo, que podem ser feitas antes que a conta seja bloqueada. Uma vez bloqueada, dependendo das configurações do Active Directory, somente o administrador poderá desbloquear a conta. Para mais detalhes sobre políticas de bloqueio de contas no Active Directory, consulte o Capítulo 9. Muito bem, de teoria sobre a utilização de discagem sob demanda para roteamento era isso. Nos próximos itens mostrarei as configurações práticas, relacionadas com a criação e configuração de interfaces de discagem sob demanda, para roteamento. Habilitando e configurando o roteamento de discagem por demanda. Neste item mostrarei como executar a habilitação, configuração e criação de interfaces para roteamento de discagem por demanda. A primeira ação é habilitar o servidor RRAS para fazer o roteamento tanto através de rede local como através de discagem por demanda. EXEMPLO: 1. Faça o logon como administrador ou com uma conta com permissão de administrador.
5. Clique em OK e pronto, o roteamento de discagem por demanda já está habilitado. Agora é hora de verificar se a interface que será utilizada para discagem está habilitada para o roteamento de discagem sob demanda. Depois disso é hora de criar uma nova interface de discagem por demanda, que será o assunto do próximo exemplo. Então vamos lá, uma passo de cada vez. No próximo exemplo, mostrarei como verificar se a porta (interface a ser utilizada), que no nosso exemplo será o modem, está habilitada para o roteamento sob demanda. EXEMPLO: 1. Faça o logon como administrador ou com uma conta com permissão de administrador.
6. Clique no botão Configure... (Configurar...). Será aberta a janela de configuração do dispositivo selecionado. Certifique-se de ter marcado a opção Demand-dial routing connections (inbound and outbound), conforme indicado na Figura 21.22:
7. Clique em OK. Pronto, o roteamento de discagem sob demanda foi habilitado no dispositivo a ser utilizado. O próximo passo é criar uma nova interface de roteamento de discagem sob demanda, conforme exemplo a seguir. EXEMPLO: 1. Faça o logon como administrador ou com uma conta com permissão de administrador.
6. Clique em Next (Avançar), para seguir para a próxima etapa do assistente.
10. Clique em Next (Avançar), para seguir para a próxima etapa do assistente.
12. Clique em OK para adicionar a nova rota. Para adicionar mais rotas estáticas utilize novamente o botão Add (Adicionar).
Nota: Se a opção Add a user account so a remote router can dial in (Adicionar uma conta de usuário para que um roteador remoto possa fazer a discagem) não tivesse sido marcada, no passo 9, esta etapa do assistente não seria exibida. 15. Clique em Next (Avançar), para seguir para a próxima etapa do assistente.
18. Mantenha o console do RRAS aberto, pois irá utiliza-los nos próximos passos. Agora você aprenderá a definir os horários em que a interface criada no exemplo anterior, poderá ser utilizada para roteamento de discagem sob demanda. Se um pacote chegar nesta interface, fora dos horários permitidos, a conexão não será iniciada e o pacote será descartado. EXEMPLO: 1. Faça o logon como administrador ou com uma conta com permissão de administrador.
Nota: Você aprendeu a habilitar e a desabilitar horários nesta janela em exemplos do Capítulo 9 e do Capítulo 19. 5. Defina os horários desejados e clique em OK para aplica-los. Outra opção que está disponível é a definição de filtros. Você pode definir que pacotes vindos de uma determinada rede, somente serão roteados para um determinado destino se utilizarem um determinado protocolo. No exemplo a seguir, mostro como criar estes filtros. EXEMPLO: 1. Faça o logon como administrador ou com uma conta com permissão de administrador.
6. Clique em OK.
8. Defina os filtros desejados e clique em OK para aplica-los. Algumas observações finais sobre os tipos de conexões. Existem basicamente dois tipos de conexões possíveis: on-demand (sob demanda) e permanentes (permanent). Nas conexões sob demanda, a conexão somente é iniciada quando houver um pacote a ser roteado. Após o roteamento, se não houver mais tráfego, dentro do período definido como time-out (nas propriedades da conexão), a conexão será automaticamente encerrada pelo RRAS. Uma conexão sob demanda pode ser de dois tipos diferentes:
As conexões permanentes tem a vantagem de não ter o retardo que existe nas conexões sob demanda, retardo devido ao tempo necessário para iniciar a conexão, caso ele não esteja ativa. Em caso de quebra da conexão, o roteador que iniciou a conexão pode ser configurado para reinicia-la, automaticamente. Este tipo de conexão requer um link X.25 ou ISDN. |
|||
| « Lição anterior | Δ Página principal | ¤ Capítulos | Próxima lição » |
|
UNIVERSIDADE DO WINDOWS SERVER E AD |
|
UNIVERSIDADE PRÁTICA DO WINDOWS SERVER E DO ACTIVE DIRECTORY - Planejamento, Instalação, Configurações, Administração e Segurança no Windows Server: 2019, 2016, 2012 e 2008. |
|
Acesso Vitalício, Novas Aulas toda Semana, Suporte à Dúvidas e Certificado de Conclusão. |
|
Para Todos os Detalhes, Acesse:
https://juliobattisti.com.br/windows-server-curso-completo.asp |
|
MEGA FORMAÇÃO EM INFRAESTRUTURA DE TI (Online, Vitalício, Prático e Atualizado)! |
|
|
NÃO PROCURE VAGAS, SEJA PROCURADO! |
|
Para Todos os Detalhes, Acesse:
https://juliobattisti.com.br/curso-infra-ti.asp
|
Contato: Telefone: (51) 3717-3796 | E-mail: webmaster@juliobattisti.com.br | Whatsapp: (51) 99627-3434
Júlio Battisti Livros e Cursos Ltda | CNPJ: 08.916.484/0001-25 | Rua Vereador Ivo Cláudio Weigel, 537 - Universitário, Santa Cruz do Sul/RS, CEP: 96816-208
Todos os direitos reservados, Júlio Battisti 2001-2026 ®
LIVRO: MACROS E PROGRAMAÇÃO VBA NO EXCEL 2016 - CURSO COMPLETO E PRÁTICO
DOMINE A PROGRAMAÇÃO VBA NO EXCEL - 878 PÁGINAS - CLIQUE AQUI