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ASP.NET - CURSO COMPLETO
Autor: Júlio Battisti


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Lição 045 - Capítulo 06 - Mais uma versão?

ASP, ASP 2.0, ASP 3.0 e agora ASP.NET.

Menos de dois anos após o lançamento do ASP 3.0, o qual faz parte do IIS 5.0 com o Windows 2000, a Microsoft lança mais uma versão da tecnologia ASP – Active Server Pages. Na verdade não é apenas o lançamento de mais uma versão. O ASP.NET está inserido em um contexto maior, que é a iniciativa .NET da Microsoft. Além de estar inserido no contexto do .NET, a tecnologia ASP.NET apresenta “enormes” diferenças em relação ao ASP 3.0, o que não permite que a caracterizemos simplesmente como um upgrade do ASP 3.0.

A tecnologia ASP.NET segue os mesmos princípios do Framework .NET, cujo principal objetivo é facilitar o desenvolvimento de aplicações. No caso específico do ASP.NET, aplicações Web. Conforme veremos mais adiantes, com ASP.NET as aplicações Web passam a usufruir de todos os recursos do Framework .NET.

A tecnologia ASP teve uma enorme aceitação por parte da comunidade de desenvolvedores. Para comprovar tal afirmação basta conferir o número de sites que utilizam ASP. Esta aceitação não se deve somente a força de mercado da Microsoft, mas também a facilidade de desenvolvimento propiciada pela utilização de ASP. Antes de falarmos sobre a nova versão – ASP.NET, vamos ver exatamente o que é a tecnologia de Active Server Pages da Microsoft.

Uma introdução à tecnologia ASP.

A Internet deixou de ser uma rede somente para pesquisas acadêmicas e passou a ser conhecida no mundo inteiro quando recebeu uma interface gráfica. Isso foi possível graças ao desenvolvimento dos servidores Web, a utilização do protocolo HTTP (Hypertext Transfer Protocol), da linguagem HTML (Hypertext Markup Language) e de um programa conhecido como Browser (Navegador). Com essa receita estava formada a WWW – World Wide Web ou simplesmente Web.

O conteúdo dos sites ficava armazenado em arquivos de código HTML (.htm ou .html) nos servidores Web ou servidores HTTP como também são conhecidos. O usuário utiliza um programa, o Browser, para acessar as páginas HTML. Com essa combinação uma página HTML era capaz de exibir, além de texto, elementos gráficos. Com isso a internet passou a ser mais atraente e começou a conquistar um número cada vez maior de usuários.

Na Figura 6.1 temos uma visão geral dos elementos descritos.

Curso Completo de ASP.NET - Júlio Battisti
Figura 6.1 Internet com conteúdo estático.

O problema da linguagem HTML é que a mesma fornece conteúdo estático, isto é, não dinâmico. Vamos exemplificar. Se utilizamos o HTML para publicar uma lista de preços de um catálogo de produtos. Todo o conteúdo do catálogo com a lista de preços faz parte do próprio código HTML. Cada vez que tivermos que alterar um preço temos que editar o arquivo HTML e salvar as alterações. Somente após fazermos isto é que o usuário passará a ter acesso as modificações.

Com o crescimento da Internet e o uso cada vez maior da rede para operções de comércio, ficou claro que a tecnologia de páginas estáticas do HTML não seria suficiente para a criação de sites e aplicações Web que suportassem o Comércio Eletrônico.

Então começaram a surgir tecnologias para a criação dinãmica de conteúdo, a partir de informações contidas em bancos de dados e outras fontes de informações. A tecnologia pioneira foi a dobradinha CGI com a linguagem Perl.

A Microsoft como não poderia deixar de ser resolveu entrar nesta briga. Em primeiro lugar lançou o seu próprio servidor Web, que é o IIS – Internet Information Services. Por ser gratuíto e devido a grande base Windows instalada, o IIS rapidamente foi adotado por uma grande parcela de sites. Com a versão 3 do IIS, a Microsoft lança a sua tecnologia para a criação de páginas dinâmicas o ASP 1.0 – Active Server Pages 1.0.

Com a tecnologia ASP, ao invés de páginas .htm ou .html, criamos páginas com a extenção .asp. Estas páginas contém, além de código HTML, o chamado código ASP, o qual pode realizar uma série de operações que tornam as páginas dinâmicas. Vamos utilizar o exemplo anterior, onde queríamos construir um catálogo de preços. Com a tecnologia ASP, podemos fazer com que a página, ao ser carregada, busque a lista de preços em um banco de dados, monte uma página com estas informações e retorne a página para o usuário, exibindo sempre os resultados mais atualizados. Na Figura 6.2 temos uma visão desta nova fase, com conteúdo dinâmico.

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Figura 6.2 Internet com conteúdo dinâmico.

Além de criar uma página que exibe as informações mais atualizadas podemos criar formulários interativos, onde o usuário pode inserir o código ou nome de um produto e enviar tais informações para o servidor IIS. Uma págiana ASP recebe estas informações, conecta com um banco de dados e faz uma pesquisa utilizando os critérios passados pelo usuário. Uma vez encerrada a pesquisa, a página ASP retorna apenas os resutlados que atendem os critérios da pesquisa. Observe que agora além de receber informações da Internet, o usuário também pode enviar informações.

Vamos detalhar um pouco mais este processo.

Conteúdo dinâmico na Internet:

Com o crescimento da Internet e a necessidade de constantes alterações no conteúdo das páginas, surge uma segunda geração de sites na Internet, capazes de entregar conteúdo sempre atualizado, além de permitir que o usuário interagisse com as páginas Web, enviando informações e não apenas recebendo. Nesta fase surge a possibilidade de ligação das páginas HTML com o conteúdo de Bancos de dados. Conforme descrevemos no tópico anterior a tecnologia pioneira para a criação de conteúdo dinâmico foi a dobradinha CGI/Perl. No diagrama da Figura 6.2 temos uma visão geral deste processo:

Pelo diagrama, podemos ver a possibilidade do usuário enviar informações para a Internet, e não apenas receber informações. Isto possibilitou o desenvolvimento de uma série de serviços, simplesmente impossíveis de criar, apenas com a utilização de páginas criadas somente com HTML.

Para enviar informações, o usuário preenche os campos de um formulário (o qual é criado com a utilização de HTML) e, ao clicar em um botão Enviar, os dados são enviados para o site da Web. Ao chegar no servidor Web, estes dados precisam ser “recebidos” por um programa capaz de entender o formato dos dados e armazená-los em um Banco de dados.

Os primeiros programas, capazes de realizar esta tarefa, seguiam a especificação conhecida como CGI – Common Gateway Interface. Muitas aplicações Web foram desenvolvidas, utilizando-se a especificação CGI, sendo que várias ainda continuam sendo utilizadas. A utilização de Scripts desenvolvidos na linguagem Perl, é um exemplo de utilização de CGI. O Script recebe os dados enviados pelo formulário, decodifica estes dados e armazena o resultado em um Banco de dados. Embora bastante funcional, a utilização de CGI começou a apresentar alguns problemas, com isso novas alternativas foram surgindo. Esta fora do escopo deste livro, discutir os problemas da utilização de CGI.

Dentre as várias alternativas que surgiram para a geração de conteúdo dinâmico, podemos citar a tecnologia de Active Server Pages, a qual faz parte do servidor Web IIS (Internet Information Services), da Microsoft. Podemos criar uma página ASP, capaz de receber os dados enviados por um formulário e armazenar estes dados em um Banco de Dados, como por exemplo o Microsoft Access ou o Microsoft SQL Server.

Com a conexão de páginas com Bancos de dados, uma série de possibilidades novas surgiram, como por exemplo:

  • Criação de páginas para pesquisa em Banco de dados.
  • Cadastro de usuários que acessam o site, bem como a entrega de conteúdo personalizado, de acordo com as preferências do usuário. Por exemplo, ao entrar no site, o usuário informa um nome de usuário e senha, com o qual o mesmo foi previamente cadastrado. Com isso é aberta uma página com opções e conteúdo personalizados, de acordo com preferências especificadas pelo usuário.
  • Desenvolvimento de aplicações residentes em servidores Web e acessíveis através do Navegador. Devemos observar que estas aplicações ainda eram limitadas e não possuíam todas as funcionalidades das aplicações convencionais, desenvolvidas para o ambiente Windows.

Apesar das suas limitações, um novo panorama desenhava-se na Internet, com a possibilidade da criação de sites mais dinâmicos, através da conexão com Bancos de dados. Apenas para exemplificar o funcionamento de uma pesquisa em Banco de dados, através da Internet, observe a Figura 6-3.

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Figura 6.3 Pesquisa em um Banco de dados, através da Internet.

Vamos analisar os passos executados, desde o momento em que o usuário preenche o critério de pesquisa, até o momento em que o resultado da consulta é retornado:

  • O usuário acessa a página onde temos um formulário para a digitação de um ou mais critérios de pesquisa. Por exemplo, pode ser uma consulta a uma base dos CEP’s de todo o Brasil. O Usuário poderia digitar o nome da Cidade, selecionar um Estado e digitar o nome ou parte do nome da Rua.
  • Após preencher o(s) critério(s) de pesquisa, o usuário clica em um botão Enviar ou Pesquisar. Os dados digitados no formulário são enviados para o servidor.
  • Um Script CGI, ou uma página ASP, no servidor, recebe os dados enviados pelo usuário. Com estes dados, é montado um comando (normalmente uma String SQL – Structured Query Language), o qual vai efetuar a consulta no banco de dados. Após montado o comando, o mesmo é enviado para o Servidor de Banco de Dados (o qual pode ser uma máquina separada, ou pode estar instalado no próprio servidor Web).
  • O Servidor de Banco de dados, recebe o comando de pesquisa, localiza um ou mais registros que atendam o(s) critério(s) de pesquisa e retorna o resultado para o Script CGI, ou para a Página ASP.
  • Com o resultado retornado pelo Servidor de Banco de dados, o Script CGI, ou a Página ASP, monta uma página HTML, normalmente no formato de uma tabela, e envia esta página HTML de volta para o Navegador do cliente. Caso não seja encontrado nenhum registro que atenda o(s) critério(s) especificado(s), é retornada uma página com uma mensagem de que não foi encontrado nenhum registro.

Veja que ao mesmo tempo em que aumentaram as possibilidades de desenvolvimento, também aumentaram as complexidades a serem gerenciadas, tanto na criação de páginas, quanto no gerenciamento dos sites. Observe que ainda nem falamos de questões tais como segurança, proteção do Banco de dados contra acessos não autorizados, ou até mesmo ataques de Hackers tentando roubar informação ou corromper a informação do Banco de dados.

A tecnologia ASP 3.0 possibilita a criação do formulário de pesquisa descrito no nosso exemplo. Utilizando ASP 3.0 em conjunto com o padrão COM/COM+ da Microsoft, podemos criar aplicações Web de 3 ou mais camadas.

Mas se podemos criar aplicações tão sofisticadas e funcionais com ASP 3.0 porque precisamos de uma nova versão? Vamos responder a esta pergunta no próximo item, onde estaremos falando sobre as principais melhorias do ASP.NET em relação ao ASP 3.0. Nos demais capítulos do livros vamos aprender a utilizar os novos recursos do ASP.NET.


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