Windows Vista
Resolvendo problemas de rede via linha de comando
Autor: Fabiano de Santana
Certificações: MVP – MCSA 2000/2003 Security – MCSE 2000/2003 Security – ITIL Foundation
Data de criação: 01/11/2008
Este artigo aplica-se aos seguintes produtos e tecnologias:
Resumo
Neste artigo veremos como resolver problemas básicos de rede via linha de comando.
Resolvendo problemas de rede via linha de comando
Uma das tarefas comuns de um administrador de redes é a resolução de problemas relacionados com a comunicação de um cliente ou servidor com a rede. O primeiro ponto a ser a analisado são as configurações TCP/IP do host.
Para essa verificação inicial podemos utilizar o comando ipconfig. Esse comando exibe diversas informações do TCP/IP, como endereço IP, máscara de sub-rede, default gateway, entra outras.
Abaixo, alguns parâmetros utilizados com esse comando:
- /all – exibe as informações completas de configuração TCP/IP.
- /allcompartments – exibe informações sobre todos os compartimentos.
- /release – libera o endereço IP versão 4 para o adaptador especificado.
- /release6 – libera o endereço IP versão 6 para o adaptador especificado.
- /renew – renova o endereço IP versão 4 para o adaptador especificado.
- /renew6 – renova o endereço IP versão 6 para o adaptador especificado.
- /flushdns – limpa o cache DNS.
- /registerdns – atualiza todas as concessões do DHCP e registra novamente os nomes DNS.
- /displaydns – exibe o conteúdo do cache DNS.
- /showclassid – exibe todas as identificações de classe do DHCP aceitas para o adaptador.
- /setclassid – modifica a identificação de classe do DHCP.

Comando ipconfig
Temos um outro comando, ping, utilizado para testar a as configurações TCP/IP dos computadores. Com isso podemos saber se um computador está conseguindo se comunicar com outros computadores da rede. Temos também o comando pathping, muito utilizado para detectar perda de pacotes em comunicações de rede. O pathping nos mostra exatamente onde os pacotes estão sendo perdidos.
Abaixo, alguns parâmetros utilizados com esse comando:
- -t – dispara contra um host especificado até ser interrompido.
- -a – resolve endereços para nome de host.
- -n num – número de requisições de eco a enviar. O padrão é 4.
- -l tamanho – envia o tamanho do buffer.
- -f – ativa o sinalizador de não-fragmentação no pacote.
- -i TTL – define o tempo de vida.
- -v TOS – define o tipo de serviço.
- -r num – define a rota dos pacotes para x saltos.
- -s num – define a data e hora para x saltos.
- -j lista_hosts – rota ampliada de origens definidas em lista_hosts.
- -k lista_hosts – rota restrita de origens definidas em lista_hosts.
- -w tempo_limite – tempo limite em milissegundos a aguardar para cada resposta.
- -R – usa cabeçalho de roteamento para testar também a rota inversa (somente IPv6).
- -S – endereço de origem a ser usado.
- -4 – força usando o IPv4.
- -6 – força usando o IPv6.
Exemplo prático - Testar as configurações TCP/IP.
- Digite cmd e pressione Enter.
- Digite o comando ping 127.0.0.1 e tecle Enter. Esse endereço é o endereço de auto-retorno, ou seja, testa se o protocolo TCP/IP está ok em um computador.
- Para verificar a conectividade do protocolo TCP/IP digite o comando ping seguido do um endereço IP de um outro computador da rede, por exemplo, ping 192.168.1.1.

Comando ping
Segue abaixo uma seqüência lógica de utilização do comando ping:
- Ping 127.0.0.1 – Verifica se o TCP/IP está instalado e configurado corretamente em um host. Com esse teste podemos verificar se os drivers do TCP estão corrompidos, ou até mesmo se um adaptador de rede está com algum problema físico.
- Ping <IP local> - Verifica se o endereço IP realmente está atribuído para o adaptador de rede do host local.
- Ping <IP do default gateway> - Verifica se o host consegue se comunicar com o default gateway da rede, geralmente um roteador.
- Ping <IP do computador remoto da mesma rede> - Verifica se o host consegue se comunicar com outro computador da rede.
- Ping <IP do computador remoto de outra sub-rede> - Verifica se o host está conseguindo se comunicar com computadores localizados em outras sub-redes.
Temos ainda o comando tracert, que determina exatamente o caminho que um pacote segue para chegar ao seu destino. Para isso utiliza o ICMP, ou seja, o ping. Seguem abaixo as opções que podem ser usadas com o comando tracert:
- -d – Impede que o tracert faça a resolução de nomes dos endereços IP’s dos roteadores intermediários.
- -h NúmerodeSaltos – Define o número máximo de saltos no caminho para pesquisar o destino. O valor padrão é 30 saltos.
- -j ListadeHosts – Especifica que as mensagens de solicitação de eco utilizem a opção Rota ampliada de origens no cabeçalho IP com o conjunto de destinos intermediários especificado em lista_de_hosts. O número máximo de endereços ou nomes na lista de hosts é 9. A lista de hosts é uma seqüência de endereços IP separados por espaços.
- –w TempoLimite – Especifica o tempo, em milissegundos, de espera pela mensagem ICMP do tipo "Time Exceeded" (Término de tempo) ou "Echo Reply" (Resposta ao eco) que corresponde a uma determinada mensagem de solicitação de eco a ser recebida. Se a mensagem não for recebida no tempo limite, será exibido um asterisco (*). O tempo limite padrão é 4000 (4 segundos).
- -R – Especifica que o cabeçalho de extensão de roteamento IPv6 será usado para enviar uma mensagem de solicitação de eco ao host local, utilizando o destino como um destino intermediário e testando a rota inversa.
- -S – Especifica o endereço de origem a ser usado nas mensagens de solicitação de eco. Utilizado somente durante o rastreamento de endereços IPv6.
- -4 – Especifica que o tracert só pode usar IPv4 para este rastreamento.
- -6 – Especifica que tracert só pode usar IPv6 para este rastreamento.
- NomedoDestino – Especifica o destino, identificado pelo endereço IP ou pelo nome do host.
Para finalizar, temos ainda o comando arp. Este comando é utilizado para exibir e modificar entradas no cache do protocolo de resolução de endereços (ARP), que contém uma ou mais tabelas que são usadas para armazenar endereços IP e seus endereços físicos (MAC Address) Ethernet ou Token Ring resolvidos. Existe uma tabela separada para cada adaptador de rede Ethernet ou Token Ring instalado no computador. Seguem abaixo algumas opções que podem ser usadas com o comando arp:
- -a [EndereçoIPdaRede] [-NúmeroEndereçodaInterface] – Exibe as tabelas do cache ARP atual para todas as interfaces. Para exibir a entrada de cache ARP de um endereço IP específico, utilize arp -a com o parâmetro EndereçoIPdaRede, onde EndereçoIPdaRede é um endereço IP. Se o parâmetro EndereçoIPdaRede não for especificado, será utilizada a primeira interface aplicável. Para exibir a tabela de cache ARP de uma interface específica, usar o parâmetro NúmeroEndereçodaInterface em conjunto com o parâmetro -a, onde EndereçodaInterface é o endereço IP atribuído à interface.
- -g [EndereçoIPdaRede][-NúmeroEndereçodaInterface] – Idêntico a opção -a.
- -d EndereçoIPdaRede [EndereçodaInterface] – Exclui uma entrada com um endereço IP específico, onde EndereçoIPdaRede é o endereço IP. Para excluir uma entrada de uma tabela para uma interface específica, usar o parâmetro EndereçodaInterface, onde EndereçodaInterface é o endereço IP atribuído à interface. Para excluir todas as entradas, usar o caractere asterisco (*) em vez de EndereçoIPdaRede.
- -s EndereçoIPdaRede EndereçoEthernet [EndereçodaInterface] – Adiciona uma entrada estática ao cache ARP que resolve o endereço IP EndereçoIPdaRede para o endereço físico EndereçoEthernet. Para adicionar uma entrada estática do cache ARP à tabela para uma interface específica, usar o parâmetro EndereçodaInterface onde EndereçodaInterface é um endereço IP atribuído à interface.
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Conclusão
É isso pessoal, espero que este artigo seja útil para todos. Em caso de dúvidas sobre o conteúdo deste artigo, ou para enviar sugestões sobre novos tutoriais que você gostaria de ver publicado neste site, entre com contato através de e-mail: fabianodesantana@terra.com.br ou contato@fabianosantana.com.br
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Fabiano de Santana, bacharelado em Análise de Sistemas e Pós Graduado em Segurança da Informação, trabalha com TI a mais de oito anos. Realizou vários projetos, entre eles implementação do WSUS, migração de correio eletrônico, implementação do ISA Server 2004 e 2006, implementação de Lotus Notes, implementação de políticas de segurança, implementação do Active Directory, entre outros. Possui as certificações MCP, MCSA / MCSE 2000 Security, MCSA 2003 Security, MCSE 2003, Itil Foundation e IBM Certified System Administrator – Lotus Notes and Domino 7. Em 2008 foi nomeado MVP na categoria Windows Server Management Infrastructure.
Autor de e-books e artigos em parceria com o Julio Battisti há mais de quatro anos, moderador do Fórum de Windows e Certificações do site www.juliobattisti.com.br. Autor de artigos para o Technet Brasil e iMasters. Atua também como professor e autor de cursos para o site iPED.
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