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WINDOWS 2003 SERVER - CURSO COMPLETO
Autor: Júlio Battisti


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Lição 180 - Capítulo 21 - Segurança e serviços de rede: Routing Information Protocol - RIP

Pré-Requisitos: Conhecimento básico de redes, do protocolo TCP/IP e de roteamento.
Metodologia: Apresentação do protocolo RIP e da configuração do RIP no RRAS.
Técnica: Exemplos práticos, passo-a-passo.

Uma introdução ao RIP.

O protocolo RIP é baseado em uma troca de mensagens entre os roteadores que utilizam o RIP. Cada mensagem do RIP contém uma série de informações sobre as rotas que o roteador conhece (com base na sua tabela de roteamento atual) e a distância do roteador para cada uma das rotas. O roteador que recebe as mensagens, com base na sua distância para o roteador que enviou a mensagem, calcula a distância para as demais redes e grava estas informações em sua tabela de roteamento. É importante salientar que distância significa hope, ou melhor, o número de roteadores existentes em um determinado caminho, em uma determinada rota.

As informações entre roteadores são trocadas quando o roteador é inicializado, quando o roteador recebe atualizações em sua tabela de roteamento e também em intervalos regulares. Aqui a primeira desvantagem do RIP. Mesmo que não exista nenhuma alteração nas rotas da rede, os roteadores baseados em RIP, continuarão a trocar mensagens de atualização em intervalos regulares, por padrão a cada 30 segundos. Por isso que o RIP não é indicado para redes maiores, pois nestas situações o volume de tráfego gerado pelo RIP, poderia consumir boa parte da banda disponível. O RIP é projetado para intercambiar informações de roteamento em uma interconexão de rede de tamanho pequeno para médio. Além disso, cada mensagem do protocolo RIP comporta, no máximo, informações sobre 25 rotas diferentes, o que para grandes redes, faria com que fosse necessária a troca de várias mensagens, entre dois roteadores, para atualizar suas respectivas tabelas.Ao receber atualizações, o roteador atualiza a sua tabela de roteamento e envia estas atualizações para todos os roteadores diretamente conectados, ou seja, a um hope de distância.

A maior vantagem do RIP é que ele é extremamente simples para configurar e implementar em uma rede. Sua maior desvantagem é a incapacidade de ser ampliado para interconexões de redes de tamanho grande a muito grande. A contagem máxima de hopes usada pelos roteadores RIP é 15. As redes que estejam a 16 hopes ou mais de distância, serão consideradas inacessíveis. À medida que as redes crescem em tamanho, os anúncios periódicos de cada roteador RIP podem causar tráfego excessivo. Outra desvantagem do RIP é o seu longo tempo de convergência. Quando a topologia de interconexão da rede é alterada (por queda em um link ou por falha em um roteador), podem ser necessários vários minutos para que os roteadores RIP se reconfigurem para refletir a nova topologia de interconexão da rede. Embora a rede seja capaz de fazer a sua própria reconfiguração, podem ser formados loops de roteamento que resultem em dados perdidos ou sem condições de entrega.

Inicialmente, a tabela de roteamento de cada roteador inclui apenas as redes que estão fisicamente conectadas. Um roteador RIP envia periodicamente anúncios contendo suas entradas de tabela de roteamento para informar aos outros roteadores RIP locais, quais as redes que ele pode acessar.

Os roteadores RIP também podem comunicar informações de roteamento através de disparo de atualizações. Os disparos de atualizações ocorrem quando a topologia da rede é alterada e informações de roteamento atualizadas são enviadas de forma a refletir essas alterações. Com os disparos de atualizações, a atualização é enviada imediatamente em vez de aguardar o próximo anúncio periódico. Por exemplo, quando um roteador detecta uma falha em um link ou roteador, ele atualiza sua própria tabela de roteamento e envia rotas atualizadas. Cada roteador que recebe as atualizações por disparo, modifica sua própria tabela de roteamento e propaga a alteração.

Conforme já salientado anteriormente, uma das principais desvantagens do algoritmo distance-vector do RIP é o alto tempo de convergência. Ou seja, quando um link ou um roteador fica indisponível, demora alguns minutos até que as atualizações de rotas sejam passadas para todos os roteadores. Durante este período pode acontecer de roteadores enviarem pacotes para rotas que não estejam disponíveis. Este é um dos principais motivos pelos quais o RIP não pode ser utilizado em redes de grande porte.

Outro problema do protocolo RIP é a situação descrita como count-to-infinity (contar até o infinito). Para entender este problema vamos imaginar dois roteadores conectados através de um link de WAN. Vamos chamá-los de roteador A e B, conectando as redes 1, 2 e 3, conforme diagrama da Figura 21.1:

Curso Completo de Windows Server 2003 - Capitulo 21 - Julio Battisti
Figura 21.1 O problema count-to-infinity.

Agora imagine que o link entre o roteador A e a Rede 1 apresente problemas. Com isso o roteador A sabe que não é possível alcançar a Rede 1 (devido a falha no link). Porém o Roteador B continua anunciando para o restante da rede, que ele encontra-se a dois hopes da rede A (isso porque o Roteador B ainda não teve sua tabela de roteamento atualizada). O Roteador B manda este anúncio, inclusive para o roteador A. O roteador A recebe esta atualização e considera que ele (o Roteador A) está agora a 3 hopes da Rede 1 (um hope de distância até o Roteador B + dois hopes de distância do roteador B até a rede 1. Ele não sabe que o caminho do Roteador B para a rede 1, passa por ele, ou seja, pelo Roteador A). Com isso volta a informação para o Roteador B dizendo que o Roteador A está a 3 hopes de distância. O Roteador B atualiza a sua tabela, considerando agora que ele está a 4 hopes da Rede 1 (um hope até o roteador A + 3 hopes que o roteador A está da rede 1, segundo o último anúncio). E este processo continua até que o limite de 16 hopes seja atingido. Observe que mesmo com um link com problema, o protocolo RIP não convergiu e continuou anunciando rotas incorretamente, até atingir uma contagem de 16 hopes (que em termos do RIP significa o infinito, inalcançável).

O problema do count-to-infinity é um dos mais graves com o uso do RIP Versão 1, conhecido apenas como RIP v2. O Windows 200 Server e o Windows Server 2003 dão suporte ao RIP v2, o qual apresenta algumas modificações no protocolo, as quais evitam, ou pelo menos minimizam problemas como o loops de roteamento e count-to-infinity:

  • Split horizon (horizonte dividido): Com esta técnica o roteador registra a interface através da qual recebeu informações sobre uma rota e não difunde informações sobre esta rota, através desta mesma interface. No nosso exemplo, o Roteador B receberia informações sobre a rota para a rede 1, a partir do Roteador B, logo o Roteador A não iria enviar informações sobre Rotas para a rede 1, de volta para o Roteador A. Com isso já seria evitado o problema do count-to-infinity. Em outras palavras, esta característica pode ser resumida assim: Eu aprendi sobre uma rota para a rede X através de você, logo você não pode aprender sobre uma rota para a rede X, através de minhas informações.
  • Split horizon with poison reverse (Inversão danificada): Nesta técnica, quando um roteador aprende o caminho para uma determinada rede, ele anuncia o seu caminho, de volta para esta rede, com um hope de 16. No exemplo da Figura 21.1, o Roteador B, recebe a informação do Roteador A, que a rede 1 está a 1 hope de distância. O Roteador B anuncia para o roteador A, que a rede 1 está a 16 hope de distância. Com isso, jamais o Roteador A vai tentar achar um caminha para a rede 1, através do Roteador B, o que faz sentido, já que o Roteador A está diretamente conectado à rede 1.
  • Triggered updates (Atualizações instantâneas): Com esta técnica os roteadores podem anunciar mudanças na métrica de uma rota imediatamente, sem esperar o próximo período de anuncio. Neste caso, redes que se tornem indisponíveis, podem ser anunciadas imediatamente com um hope de 16, ou seja, indisponível. Esta técnica é utilizada em combinação com a técnica de inversão danificada, para tentar diminuir o tempo de convergência da rede, em situações onde houve indisponibilidade de um roteador ou de um link. Esta técnica diminui o tempo necessário para convergência da rede, porém gera mais tráfego na rede.

Um estudo comparativo entre RIP v1 e RIP v2.

O protocolo RIP v1 apresenta diversos problemas, sendo que os principais são os destacados a seguir:

  • O protocolo RIP v1 usa broadcast para fazer anúncios na rede. Com isto, todos os hosts da rede receberão os pacotes RIP e não somente os hosts habilitados ao RIP. Uma contrapartida do uso do Broadcast pelo protocolo RIP v1, é que isso torna possível o uso dos chamados hosts de RIP Silencioso (Silent RIP). Um computador configurado para ser um Silent RIP, processa os anúncios do protocolo RIP (ou seja, reconhece os pacotes enviados pelo RIP e é capaz de processa-los), mas não anuncia suas próprias rotas. Esta funcionalidade pode ser habilitada em um computador que não esteja configurado como roteador, para produzir uma tabela de roteamento detalhada da rede, a partir das informações obtidas pelo processamento dos pacotes do RIP. Com estas informações detalhadas, o computador configurado como Salient RIP pode tomar melhores decisões de roteamento, para os programas e serviços nele instalados. Nos exemplos práticos você aprenderá a instalar o RIP e a habilitar um servidor como Silent RIP.
  • A máscara de sub-rede não é anunciada juntamente com as rotas. Isso porque o protocolo RIP v1 foi projetado em 1988, para trabalhar com redes baseadas nas classes padrão A, B e C, ou seja, pelo número IP da rota, deduzia-as a respectiva classe. Com o uso da Internet e o uso de um número variável de bits para a máscara de sub-rede (número diferente do número de bits padrão para cada classe), esta fato tornou-se um problema sério do protocolo RIP v1. Com isso, o protocolo RIP v1, utiliza a seguinte lógica, para inferir qual a máscara de sub-rede associada com determinada rota:

1.         Se a identificação de rede coincide com uma das classes padrão A, B ou C, é assumida a máscara de sub-rede padrão da respectiva classe.
2.         Se a identificação de rede não coincide com uma das classes padrão, duas situações podem acontecer:

2.1       Se a identificação de rede coincide com a identificação de rede da interface na qual o anúncio foi recebido, a máscara de sub-rede da interface na qual o anúncio foi recebido, será assumida.

2.2       Se a identificação de rede não coincide com a identificação de rede da interface na qual o anúncio foi recebido, o destino será considerado um host (e não uma rede) e a máscara de sub-rede 255.255.255.255, será assumida.

Esta abordagem gera problemas graves. Por exemplo, quando for utilizado o recurso de supernetting, para juntar várias redes classe C em uma única rede lógica, o RIP v1 irá interpretar como se fossem realmente várias redes lógicas e tentará montar uma tabela de roteamento, como se as redes estivessem separadas fisicamente e ligadas por links de WAN.

  • Sem proteção contra roteadores não autorizados: O protocolo RIP v1 não apresenta nenhum mecanismo de autenticação/proteção, para evitar que roteadores não autorizados possam ser inseridos na rede e passar a anunciar várias rotas falsas. Ou seja, qualquer usuário poderá instalar um roteador com RIP v1 e adicionar várias rotas falsas, que o RIP v1 se encarregará de repassar estas rotas para os demais roteadores da rede.

O protocolo RIP v2, oferece diversas melhorias em relação ao RIP v1, dentre as quais vamos destacar as seguintes:

  • Os anúncios do protocolo RIP v2 são baseados em tráfego multicast e não mais broadcast como no caso do protocolo RIP v1. O protocolo RIP v2 utiliza o endereço de multicast 224.0.0.9. Com isso os roteadores habilitados ao RIP formam como se fosse (na verdade é) um grupo multicast, registrado para “escutar” os anúncios do protocolo RIP v2. Outros hosts da rede, não habilitados ao RIP v2, não serão “importunados” pelos pacotes do RIP v2. Por questões de compatibilidade (em casos onde parte da rede ainda usa o RIP v1), é possível utilizar broadcast com roteadores baseados em RIP v2. Mas esta solução somente deve ser adotada durante um período de migração, assim que possível, todos os roteadores devem ser migrados para o RIP v2.
  • Informações sobre a máscara de sub-rede são enviadas nos anúncios do protocolo RIP v2. Com isso o RIP v2 pode ser utilizado, sem problemas, em redes que utilizam sub netting, super netting e assim por diante, uma vez que cada rede fica perfeitamente definida pelo número da rede e pela respectiva máscara de sub-rede.
  • Segurança, autenticação e proteção contra a utilização de roteadores não autorizados: Com o RIP v2 é possível implementar um mecanismo de autenticação, de tal maneira que os roteadores somente aceitem os anúncios de roteadores autenticados, isto é, identificados. A autenticação pode ser configurada através da definição de uma senha ou de mecanismos mais sofisticados como o MD5 ( Message Digest 5). Por exemplo, com a autenticação por senha, quando um roteador envia um anúncio, ele envia juntamente a senha de autenticação. Outros roteadores da rede, que recebem o anúncio, verificam se a senha está OK e somente depois da verificação, alimentam suas tabelas de roteamento com as informações recebidas.

É importante salientar que tanto redes baseadas no RIP v1 quanto no RIP v2 são redes chamadas planas (flat). Ou seja, não é possível formar uma hierarquia de roteamento, baseada no protocolo RIP. Por isso que o RIP não é utilizado em grandes redes. A tendência natural do RIP, é que todos os roteadores sejam alimentados com todas as rotas possíveis (isto é um espaço plano, sem hierarquia de roteadores). Imagine como seria utilizar o RIP em uma rede como a Internet, com milhões e milhões de rotas possíveis, com links caindo e voltando a todo momento? Impossível. Por isso que o uso do RIP (v1 ou v2) somente é indicado para pequenas redes.

Instalando e configurando o RIP no Windows Server 2003.

Para que você possa instalar o protocolo RIP e utilizar um servidor com o Windows Server 2003 como roteador, o primeiro passo é habilitar o serviço RRAS. Lembrando o que foi colocado no Capítulo 19, o serviço RRAS é automaticamente instalado, quando o Windows Server 2003 é instalado. Porém, por padrão, o RRAS não é habilitado. O primeiro passo é habilitar o RRAS. Para detalhes sobre como habilitar o serviço RRAS, consulte o Capítulo 19.

Uma vez habilitado o serviço RRAS, o próximo passo é configurar as propriedades do serviço, para que este passe também a exercer as funções de roteamento. Feito isso é hora de instalar e configurar o RIP. Neste item você aprenderá a executar estas ações, ou seja:

  • Configurar o RRAS para habilitar a função de roteamento.
  • Instalar o protocolo RIP.
  • Habilitar o protocolo RIP em uma ou mais interfaces do servidor.
  • Configurar o protocolo RIP.

Nota: Para habilitar a função de roteamento, o servidor RRAS já deve ter sido habilitado. Para detalhes sobre como habilitar o servidor RRAS, consulte o Capítulo 19.

EXEMPLO:
Para habilitar a função de roteamento no servidor RRAS, siga os passos indicados a seguir:

1.         Faça o logon como administrador ou com uma conta com permissão de administrador.
2.         Abra o console de administração do RRAS: Start -> Administrative Tools -> Routing and Remote Access (Inicar -> Ferramentas Administrativas -> Roteamento e Acesso Remoto).
3.         Clique com o botão direito do mouse no nome do servidor a ser habilitado para o roteamento e, no menu de opções que é exibido, clique em Properties.
4.         Será exibida a janela de propriedades do servidor RRAS, com a guia General (Geral) já selecionada, por padrão.
5.         Marque a opção Router (Roteador). Ao marcar esta opção, são habilitadas duas outras opções, para que você opte por uma delas. Local area network (LAN) routing only (Roteamento apenas na rede local) e LAN and demand-dial routing (Roteamento na rede local e roteamento usando discagem sob demanda). Mais adiante falarei sobre o roteamento usando discagem sob demanda. Marque as opções conforme indicado na Figura 21.2:

Curso Completo de Windows Server 2003 - Capitulo 21 - Julio Battisti
Figura 21.2 Habilitando o roteamento no servidor RRAS.

6.         Clique em OK para aplicar as configurações efetuadas.

Muito bem, agora o roteamento já está habilitado no servidor RRAS. O próximo passo é instalar o protocolo RIP. Vamos a este passo então.

EXEMPLO:
Para instalar o protocolo RIP, siga os passos indicados a seguir:

1.         Faça o logon como administrador ou com uma conta com permissão de administrador.
2.         Abra o console de administração do RRAS: Start -> Administrative Tools -> Routing and Remote Access (Inicar -> Ferramentas Administrativas -> Roteamento e Acesso Remoto).
3.         Clique no sinal de + ao lado do nome do servidor, para exibir as opções disponíveis.
4.         Clique no sinal de + ao lado da opção IP routing (Roteamento IP), para exibir as opções disponíveis dentro de IP Routing.
5.         Nas opções que são exibidas clique com o botão direito do mouse em General (Geral) e, no menu de opções que é exibido, clique em New Routing Protocol... (Novo protocolo de roteamento...).
6.         Será exibida a janela com a lista de protocolos de roteamento, disponíveis para a instalação, conforme indicado na Figura 21.3:

Curso Completo de Windows Server 2003 - Capitulo 21 - Julio Battisti
Figura 21.3 Lista de protocolos de roteamento.

7.         Clique em RIP Version 2 for Internet Protocol (RIP Versão 2 para IP) para seleciona-lo e depois clique em OK.
8.         Em poucos instantes o protocolo RIP é instalado e passa a estar disponível, como mais uma opção dentro da opção IP Routing (Roteamento IP), conforme ilustrado na Figura 21.4:

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Figura 21.4 Protocolo RIP já instalado.

Roteamento habilitado e o RIP instalado. Agora é hora de associar uma ou mais interfaces com o protocolo RIP. Nesta etapa você informa a interface que conecta o servidor Windows Server 2003 à rede sobre a qual você quer que o RIP “aprenda” as rotas.

EXEMPLO:
Para adicionar uma nova interface ao RIP, siga os passos indicados a seguir:

1.         Faça o logon como administrador ou com uma conta com permissão de administrador.
2.         Abra o console de administração do RRAS: Start -> Administrative Tools -> Routing and Remote Access (Inicar -> Ferramentas Administrativas -> Roteamento e Acesso Remoto).
3.         Clique no sinal de + ao lado do nome do servidor, para exibir as opções disponíveis.
4.         Clique no sinal de + ao lado da opção IP routing (Roteamento IP), para exibir as opções disponíveis dentro de IP Routing.
5.         Nas opções que são exibidas clique com o botão direito do mouse em RIP e, no menu de opções que é exibido, clique em New Interface... (Nov Interface...).
6.         Será exibida a janela com a lista de interfaces disponíveis para a habilitação do RIP, conforme indicado na Figura 21.5:

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Figura 21.5 Lista de interfaces de rede disponíveis.

7.         Clique na interface desejada para seleciona-lo e depois clique em OK.
8.         Será aberta a janela de propriedades do RIP para a interface selecionada. Nesta janela você pode configurar uma série de opções do RIP, conforme descreverei logo a seguir.
9.         Por padrão vem selecionada a guia General (Geral), conforme indicado na Figura 21.6:

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Figura 21.6 A guia geral de propriedades do RIP.

10.       Nesta janela você define uma série de opções de configuração do RIP.

  • Na lista Operation mode (Modo de operação), você seleciona um dos seguintes modos:

Auto-static update mode (Modo de atualização auto-estático): Neste modo, os anúncios do RIP somente são envidados quando outros roteadores enviam uma requisição de atualização para este roteador. As rotas que o roteador aprender, estando neste modo, serão gravadas como rotas estáticas, na tabela de roteamento. Se o serviço RRAS for parado e iniciado novamente, as rotas marcadas como estática serão mantidas. Estas rotas somente deixarão de ser utilizadas, quando forem manualmente excluídas da tabela de roteamento. Este é o modo padrão para interfaces do tipo demand-dial.

Periodic update mode (Modo de atualização periódico): Este o modo mais comum, ou seja, os anúncios do RIP são enviados periodicamente, de acordo com o intervalo de tempo configurado na guia Advanced (Avançado), que será descrita logo a seguir. Neste modo o roteador “aprende” novas rotas e “informa” novas rotas para os demais roteadores da rede, através dos pacotes de anuncio, onde cada roteador informa as rotas que ele “conhece”. Rotas que são “aprendidas” desta maneira, são consideradas rotas dinâmicas e quando o servidor RRAS for parado e inicializado novamente, estas rotas serão descartadas. Ao iniciar novamente o servidor RRAS, o processo de aprendizagem das rotas, baseado em anúncios do RIP é utilizado novamente. Este é o modo definido por padrão para interfaces de rede local, habilitadas ao RIP.

  • Na lista Outgoing packet protocolo (Protocolo de pacote enviado), você pode selecionar uma das seguintes opções:

-           RIP version 1 broadcast (RIP versão 1 (difusão)): Os anúncios de RIP versão 1 são enviados como difusões.

Nota: mais uma vez os meus mais sinceros protestos contra as traduções. Tudo bem, difusão até pode ser a tradução correta para broadcast. Mas quem dentre os milhares de profissionais de TI que trabalham com rede, utiliza o termo difusão. Já broadcast, na hora, formamos a imagem do que é, em nossa mente. Pena que o pessoal da tradução não leve estes fatos em consideração, apenas traduza literalmente.

-           RIP version 2 broadcast (RIP versão 2 (difusão)): Os anúncios de RIP versão 2 são enviados como difusões. Se você tiver um ambiente misto com RIP versões 1 e 2, selecione este protocolo. Este é o padrão para interfaces de rede local.

-           RIP version 2 multicast (RIP versão 2 (difusão seletiva)): Os anúncios de RIP versão 2 são enviados como difusões seletivas (eu prefiro o termo original: multicast). Selecione este protocolo somente se todos os roteadores RIP vizinhos que estiverem conectados a esta interface também estiverem utilizando o RIP versão 2 que são configurados para RIP versão 2. Um roteador RIP versão 1 não pode processar um anúncio de difusão seletiva RIP versão 2.

-           Silent RIP (RIP silencioso): Desativa os anúncios RIP  de saída desta interface. No modo silencioso, o computador procura por anúncios e atualizações RIP e atualiza sua tabela de roteamento, mas não anuncia suas próprias rotas. Em outras palavras, esta interface fica só “escutando” a rede e atualizando sua tabela de roteamento, sem se pronunciar (sem anunciar suas rotas). Esta é a opção a ser selecionada para configurar um roteador como Silent RIP, citada anteriormente.

  • Na lista Incoming packet protocolo (Protocolo de pacote recebido), você pode selecionar uma das seguintes opções:

-           Ignore incoming packets (Ignorar pacotes de entrada): Ignora anúncios. Se você deseja um roteador que só anuncie as rotas, selecione esta opção.

-           RIP versão 1 e 2: Aceita anúncios dos dois tipos.

-           RIP versão 1 somente: Aceita anúncios somente de RIP versão 1.

-           RIP versão 2 somente: Aceita anúncios somente de RIP versão 2.

  • Added cost for routers (Custo adicionado para roteamentos): Fornece um espaço para você digitar o custo associado com o envio de pacotes através desta interface. Você também pode clicar nas setas para selecionar uma nova configuração. Quando as rotas são adicionadas à tabela de roteamento, este número é adicionado à contagem de hopes como anunciado na mensagem RIP. Por padrão, este valor é 1 para indicar o salto adicional como criado pelo roteador de recebimento. Se você deseja associar um alto custo à rota, defina um alto custo (por exemplo, se você tiver uma rota com muito tráfego, que você não deseje utilizar, exceto no caso de todas as outras rotas não estarem disponíveis ou se você tem um link de WAN de baixa velocidade, que você deseja usar como contingência, somente no caso de queda do link principal). É importante lembrar que o custo máximo, isto é, o número máximo de hopes não pode ser maior do que 15.
  • Tag for announced routes (Marca para roteamentos anunciados): Fornece um espaço para você digitar um número de identificação para as rotas anunciadas nesta interface. Você deve usar esta opção se desejar que todos os pacotes enviados através desta interface incluam uma marca em anúncios de RIP versão 2.
  • Activate authentication (Ativar autenticação): Especifica se você deseja ativar a autenticação usando uma senha de texto simples, não criptografada, para anúncios de RIP  versão 2 através desta interface. Todos os pacotes de entrada e saída de RIP versão 2 devem conter a mesma senha de texto simples. Portanto, você deve ativar esta opção e configurar a mesma senha para todos os roteadores que estão conectados a esta interface. Essa opção é uma forma de autenticação. Ela não é uma opção de segurança. Eu diria que é um mecanismo primário de segurança, uma vez que evita que as rotas anunciadas por um roteador “clandestino”, que não tem a mesma senha, sejam adicionadas as tabelas de roteamento dos demais roteadores. Mas como a senha é enviada sem criptografia, um usuário sofisticado, facilmente, pode usar um capturador de pacotes, para analisar os pacotes RIP e descobrir a senha. Depois ele pode configurar um roteador clandestino com esta senha, a anunciar um “monte” de rotas erradas, o que causará uma bela “bagunça” na rede.

11.       Defina as configurações desejadas e dê um clique na guia Security (Segurança). Serão exibidas as opções indicadas na Figura 21.7:

Curso Completo de Windows Server 2003 - Capitulo 21 - Julio Battisti
Figura 21.7 A guia com opções de segurança, da janela de propriedades do RIP.

Nesta guia você define as ações que serão executadas para as rotas de entrada e para rotas de saída. Por exemplo, você pode optar por aceitar todas as rotas, ou por aceitar apenas rotas em uma determinada faixa de endereços (lista branca, as rotas que estão na faixa são aceitas, todas as demais são bloqueadas) ou ainda bloquear apenas as rotas em uma determinada faixa de endereços (lista negra, as rotas que estão na faixa são bloqueadas, todas as demais são aceitas). Você pode definir a segurança de acordo com o modo como você aceita rotas (rotas de entrada) e como anuncia rotas (rotas de saída). Todas as opções desta guia são específicas para a opção de segurança que você selecionou na lista Action. Para definir a segurança para rotas de entrada, selecione a opção For incoming routes (Para rotas de entrada), na lista Action (Ação) e configure as opções de segurança. Em seguida, para definir a segurança para anunciar as rotas, clique em For outgoing routes (Para rotas de saída) e reconfigure as opções de segurança, usando as opções indicadas a seguir:

  • Accept all routes (Aceitar todas as rotas):

-           Para rotas de entrada: Especifica que o roteador examina cada entrada de rota em um anúncio RIP de entrada para determinar se deve atualizar a sua tabela de roteamento.

-           Para rotas de saída: Especifica que o roteador inclui todas as entradas de roteamento apropriadas em anúncios RIP de saída.

  • Accept all routes in the ranges listed (Aceitar todas as rotas nos intervalos listados):

-           Para rotas de entrada: Especifica que o roteador examina cada entrada de rota em um anúncio RIP de entrada e processa a rota somente se ela estiver entre um dos intervalos listados. Para inserir um novo intervalo basta digitar o endereço inicial do intervalo, no campo From (De) e o endereço final da faixa no campo To (Para). Após digitar os endereços clique em Add (Adicionar). Para alterar uma faixa, clique na faixa a ser alterada e em seguida no botão Edit (Editar). Para excluir uma faixa, clique na faixa a ser excluída e em seguida em Remove (Remover).

-           Para rotas de saída: Especifica que o roteador inclui uma rota no anúncio RIP de saída somente se ela estiver em um dos intervalos listados.

  • Ignore all routes in the ranges listed (Ignorar todas as rotas nos intervalos listados):

-           Para rotas de entrada: Especifica que o roteador examina cada entrada de rota em um anúncio RIP  de entrada e descarta a rota se ela estiver entre um dos intervalos listados.

-           Para rotas de saída: Especifica que o roteador exclui uma rota no anúncio RIP de saída se ela estiver em um dos intervalos listados.

12.       Defina as configurações desejadas e dê um clique na guia Neighbors (Vizinhos). Serão exibidas as opções indicadas na Figura 21.8:

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Figura 21.8 A guia Neighbors, da janela de propriedades do RIP.

Nesta guia você define como será a interação deste roteador com os roteadores RIP vizinhos. Se será feita um anúncio ponto-a-ponto ou utilizando o protocolo definido na guia geral (broadcast ou multicast) Estão disponíveis as seguintes opções:

  • Use broadcast or multicast only (Usar difusão ou difusão seletiva somente): Especifica que todos os anúncios RIP são enviados usando o protocolo do pacote de saída especificado na guia Geral, descrita anteriormente.
  • Use neighbors in addition to broadcast or multicast (Usar vizinhos juntamente com a difusão ou com a difusão seletiva): Especifica que os anúncios RIP são difundidos ponto a ponto para roteadores vizinhos especificados na lista de endereços IP desta guia, além de usar o protocolo de pacote de saída especificado na guia Geral. Ao marcar esta opção, será habilitado o campo IP address (Endereço IP), para que você informe o endereço IP de um ou mais roteadores vizinhos. Digite o endereço IP e clique em Add (Adicionar), para incluir um endereço na lista.
  • Use neighbors instead of broadcast or multicast (Usar vizinhos no lugar da difusão ou da difusão seletiva): Especifica que os anúncios RIP  são difundidos ponto a ponto somente para os roteadores vizinhos especificados nesta guia. Os anúncios RIP não são enviados usando o protocolo de pacotes de saída especificado na guia Geral. Se você possui redes que não são de difusão, como redes Frame Relay, e deseja ativar RIP entre roteadores específicos, deve selecionar esta opção.

13.       Defina as configurações desejadas e dê um clique na guia Advanced (Avançado). Serão exibidas as opções indicadas na Figura 21.9:

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Figura 21.9 A guia de opções avançadas, da janela de propriedades do RIP.

Nesta guia estão disponíveis diversas opções de configuração do protocolo RIP, conforme descrito a seguir:

  • Periodic announcement interval (seconds) (Intervalo de anúncio periódico (segundos)): Digite o número de segundos entre anúncios RIP periódicos. Você também pode clicar nas setas para selecionar uma nova configuração. O valor padrão é 30 segundos. Você pode configurar este valor desde 15 segundos até 86.400 segundos (24 horas). Esta opção só será válida se você tiver selecionado Modo de atualização periódica como o Modo de operação na guia Geral, conforme descrito anteriormente.
  • Time before routes expire (seconds) (Tempo antes das rotas expirarem (segundos): Digite o tempo de duração (em segundos) de uma rota que é conhecida através de RIP. Você também pode clicar nas setas para selecionar uma nova configuração. O valor padrão é 180 segundos. Você pode configurar este valor desde 15 segundos até 259.200 segundos (72 horas). Se uma rota não for atualizada com outro anúncio RIP dentro do tempo definido deste campo, ela expira e é marcada como uma rota inválida. Esta opção só será válida se você tiver selecionado Modo de atualização periódica como o Modo de operação na guia Geral, conforme descrito anteriormente.
  • Time before route is removed (seconds) (Tempo antes da rota ser removida (segundos): Digite o tempo (em segundos) após o qual uma rota registrada com RIP e que tenha expirado, seja removida da tabela de roteamento. Você também pode clicar nas setas para selecionar uma nova configuração. O valor padrão é 120 segundos. Você pode configurar este valor desde 15 segundos até 259.200 segundos (72 horas). Esta opção só será válida se você tiver selecionado Modo de atualização periódica como o Modo de operação na guia Geral, conforme descrito anteriormente.
  • Enable split-horizon processing (Ativar o processamento de omissão de rotas): Esta opção define se as rotas conhecidas em uma rede não estão anunciadas em anúncios RIP  enviados naquela rede. Se esta caixa de seleção não estiver selecionada, as rotas conhecidas em uma rede não serão anunciadas na mesma rede. Por padrão, o mecanismo split horizon está ativado. Este é o mecanismo descrito anteriormente, o qual é utilizado para evitar o problema do count-to-infinity.
  • Enable poison-reverse procesing (Ativar o processamento de inviabilização de rotas): Especifica se as rotas conhecidas de uma rede são anunciadas com uma métrica de 16 (inalcançável) em anúncios RIP  enviados nesta rede. Por padrão, a inviabilização de rotas está ativada. A opção de inviabilização de rotas está disponível somente após o mecanismo split horizon ser ativado. Este mecanismo foi descrito anteriormente.
  • Enable triggered updates (Ativar acionamento de atualizações): Especifica se novas rotas e alterações da métrica disparam uma atualização imediata que inclui somente as alterações. Isto é chamado de atualizações acionadas. O tempo máximo entre as atualizações disparadas dependem do valor de Número mínimo de segundos entre as atualizações acionadas, que você define na guia Geral da caixa de diálogo RIP, descrita anteriormente.
  • Send clean-up updates when stoping (Enviar atualizações de limpeza ao parar): Especifica que se o RIP estiver sendo parado nesta interface, ele envia um anúncio com todas as rotas marcadas com uma métrica de 15, ou seja, inalcançável, não disponível. Isso faz com que outros roteadores atualizem imediatamente suas tabelas de roteamento para indicarem que as rotas disponíveis através do roteador que está parando não podem mais ser alcançadas. Se esta caixa de seleção estiver selecionada, quando o roteador parar, ele anunciará que todas as rotas que ele disponibiliza se tornaram inalcançáveis em todas as suas interfaces. Por padrão, essa caixa de seleção fica ativada.
  • Process host routes in receival announcements (Processar roteamentos de hosts em anúncios recebidos): Especifica se rotas de hosts nos anúncios recebidos são aceitas. Por padrão, elas são ignoradas, ou seja, por padrão esta opção está desmarcada.
  • Include host routes in send announcements (Incluir roteamento de hosts em anúncios enviados): Especifica se rotas de hosts são incluídas nos anúncios RIP. Por padrão, elas não estão incluídas, ou seja, por padrão esta opção está desmarcada.
  • Process default routes in received announcements (Processar roteamentos padrão em anúncios recebidos): Especifica se rotas padrão nos anúncios RIP recebidos são aceitas. Por padrão, elas são ignoradas, ou seja, por padrão esta opção está desmarcada.
  • Include default routes in sent announcements (Incluir roteamentos padrão em anúncios enviados): Especifica se rotas padrão são incluídas nos anúncios RIP. Por padrão, elas não estão incluídas, ou seja, por padrão esta opção está desmarcada.
  • Disable subnet summarization (Desativar sumário da sub-rede): Especifica que as rotas de sub-rede não são resumidas no formato de identificação de rede com base na classe quando são anunciadas em uma rede que não seja uma sub-rede da identificação de rede com base na classe. Por padrão, o resumo da sub-rede é desativado. Esta opção só está disponível se o Protocolo de pacote enviado na guia Geral é definido para RIP versão 2 (difusão) ou IP versão 2 (difusão seletiva), conforme descrito anteriormente.

14.       Defina as configurações desejadas e clique em OK para aplica-las. Pronto, o protocolo RIP foi instalado, habilitado em uma determinada interface e configurado. É importante salientar que cada interface tem o seu próprio conjunto de configurações. Por exemplo, você pode colocar uma interface no modo Auto-static update mode (Modo de atualização auto-estático) e uma segunda interface no modo Periodic update mode (Modo de atualização periódico). Ou seja, as cada interface é configurada separadamente.

No próximo tópico você aprenderá sobre o protocolo OSPF.


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