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  :: Autor: Júlio Battisti   :: Site:     www.juliobattisti.com.br
  :: Data:  07/05/2003   :: e-mail: webmaster@juliobattisti.com.br
 
 
 
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Portais Corporativos - você ainda vai ter um

Introdução

Muito se fala (e escreve) sobre o uso adequado da TI (Tecnologia da Informação) para melhorar a produtividade, muito se fala sobre os problemas do tradicional modelo Cliente/Servidor em duas camadas e sobre o modelo de desenvolvimento em n camadas como solução para os problemas do tradicional modelo Cliente Servidor. Em minha coluna Webmaster, publicada mensalmente na revista Developers Magazine, após ter escrito sobre o modelo de aplicações Web, finalizei com a seguinte frase:

"Bem, a evolução é um processo contínuo. O próximo passo desta evolução, na busca de maior eficiência no acesso às informações é a implementação de Portais Corporativos."

Então é chegada a hora de falar um pouco sobre Portais Corporativos. Vou mostrar qual a proposta e os benefícios da implementação de um Portal Corporativo. Vou iniciar com uma visão geral. Na seqüência analisarei mais alguns aspectos relacionados á Portais Corporativos.

Nota: Confira todos os detalhes sobre os modelos de programação Cliente/Servidor de 2 Camadas e Web de 3 ou mais Camadas no artigo: Criando aplicações em 2, 3 ou n camadas.

Nem tudo são flores

O modelo de desenvolvimento em 3 ou mais camadas traz a tecnologia e o modelo de desenvolvimento Web para dentro da empresa. A partir do uso desse modelo de desenvolvimento, as empresas conseguem implementar aplicações robustas e seguras, e ao mesmo tempo fáceis de instalar e manter atualizadas. Porém não podemos esquecer que existem dezenas, muitas vezes centenas de sistemas baseados em modelos mais antigos como o Mainframe (antigo no sentido de existir a muito tempo, nunca no sentido de estar ultrapassado) ou o tradicional modelo Cliente/Servidor. A questão é: O que fazer com essas aplicações?

Obviamente que o ideal seria reescrever todas as aplicações para o modelo baseado em 3 ou mais camadas – modelo Web. Mas temos que levar sempre em consideração a relação custo x benefícios. Sem dúvidas que novas aplicações devem ser desenvolvidas com base nos modelos de n camadas, baseadas em tecnologia Web. Mas será que realmente é necessária a adaptação imediata de todas as aplicações já existentes? Na prática nós sabemos que não. 

O que acontece, na prática, é que a empresa continua utilizando os diversos sistemas disponíveis, não por opção, mas pelas necessidades do trabalho diário. Na prática temos, na mesma empresa, o convívio de aplicações baseadas em Mainframe, aplicações baseadas no modelo Cliente/Servidor e novas aplicações baseadas no modelo em 3 ou mais camadas. Manter e integrar essa diversidade de sistemas é um desafio, no mínimo, gigantesco. 

Nesse cenário temos as informações, matéria prima mais importante para a empresa, "espalhada" através dos diversos sistemas da empresa. Nem mesmo o acesso às aplicações disponíveis é uma tarefa fácil. Primeiro o usuário tem que descobrir se existe um aplicativo que faz o que ele quer, depois ele tem que descobrir quem é o responsável pela instalação e manutenção e, por último, precisa aprender a utilizar o programa. Além disso o usuário precisa utilizar diferentes aplicativos para acessar as informações necessárias:
  • Um Emulador de Terminal para acessar os sistemas do Mainframe.


  • Um Navegador para acessar os sistemas baseados em tecnologia Web de n camadas e a Intranet da empresa.


  • Diversos programas baseados na arquitetura Cliente/Servidor, onde cada aplicativo é um programa diferente, instalado no computador do usuário.
  • Onde é que os Portais Corporativos entram nessa história??

    A idéia dos portais corporativos surgiu a partir da criação dos portais da Internet, tais como o Yahoo, UOL, Terra, etc. Se estes portais facilitam o acesso do usuário às informações da Internet, porque a utilização deste modelo, dentro da empresa, não facilitariam o acesso às informações internas da empresa?

    A idéia do Portal Corporativo é criar um ponto de acesso único, a todas as informações e aplicativos que o usuário precisa para realizar o seu trabalho diário. Através do Portal o usuário deve ter acesso a todas as informações necessárias, aos aplicativos disponíveis, a treinamentos Online e às orientações gerais para o seu trabalho. 

    Além de ter acesso às informações disponíveis, os usuários também devem dispor de ferramentas que permitam o compartilhamento da informação. É comum a criação de comunidades virtuais e comunidades de práticas que funcionam diretamente no Portal Corporativo. Um dos principais objetivos dessas comunidades é facilitar a troca de informações entre seus participantes. Ao mesmo tempo em que existe a troca, também existe o registro/captura dessa informação. Isso é benéfico para toda a empresa, pois informação compartilhada através do portal é informação disponível, diferente de quando a informação está apenas na "cabeça" dos funcionários.

    A medida que o Portal Corporativo começa a ter maior aceitação, com o conseqüente aumento no número de acessos, é possível começar a pensar na migração dos sistemas legados para a o modelo Web de n camadas. Em muitos casos nem é necessário a migração das aplicações, basta apenas fornecer o acesso através do Portal. Por exemplo, o banco no qual sou correntista, mantém toda a sua base de dados no Mainframe. Porém eu consulto saldo, extrato e faço pagamentos através de uma aplicação Web de n camadas. O Navegador é o meu cliente, existe um servidor de aplicações na qual estão as regras do negócio e, através desse servidor de aplicações é que são acessados os dados do Mainframe. Para mim, do ponto de vista do usuário, não faz a mínima diferença o fato dos dados estarem no Mainframe ou em um servidor Intel rodando o SQL Server ou ORACLE ou outro banco de dados qualquer.

    Um dos principais objetivos do Portal Corporativo é facilitar o trabalho dos funcionários, disponibilizando as informações e ferramentas que eles necessitam. Um expressão que ficou muito famosa, encontrada em muitos artigos, é a seguinte: "A informação certa, para a pessoa certa no momento certo." Portais bem projetados e focados nas reais necessidades dos usuários, são capazes de vencer o desafio de fornecer as informações corretas, quando necessárias, para quem delas precisar (só troquei os termos para dizer a mesma coisa). 

    A criação de um Portal Corporativo não é uma tarefa trivial. O fator Humano é muito importante. O Portal precisa ser projetado tendo como base as necessidades dos usuários. É importante entender como as pessoas realizam o seu trabalho e projetar um Portal que faça sentido do ponto de vista do usuário comum e não do ponto de vista da equipe técnica. O usuário tem que poder acessar e pesquisar as informações usando diferentes caminhos. Algumas perguntas importantes são: O que os usuários precisam saber? Quais as fontes de conhecimento que os usuários utilizam ou poderiam utilizar no futuro? Como os usuários devem procurar por elas? Será que o Portal Corporativo será intuitivo para o usuário? Qual será o impacto do Portal Corporativo no aprendizado e na tomada de decisões?

    Observem que todo o foco é voltado para o usuário. Se este não perceber valor no portal, como um elemento facilitador do seu trabalho diário, será muito pouco provável que o processo venha a ter sucesso. É preciso envolver os funcionários, "vender a idéia do portal", mostrando, através de exemplos práticos, que o Portal Corporativo é uma ferramenta que pode ajudar muito no trabalho diário de cada um. O Portal precisa fornecer aos usuários bons motivos para que estes visitem o portal todos os dias. Percebem o tamanho deste desafio???

    Neste tópico apresentei apenas a idéia inicial do Portal Corporativo. Nos próximos tópicos vou abordar um pouco mais sobre esse tema. Para saber mais sobre Portais Corporativos, recomendo o excelente livro "Portais Corporativos", do Professor José Cláudio Cyrineu Terra.


    Portais Corporativos – O Fator Humano e Comunidades de Prática.

    Neste tópico falarei sobre como o Fator Humano é determinante no sucesso da implementação de um Portal Corporativo. Vou abordar as seguintes questões:
  • Como "vender" a idéia do portal?


  • Compartilhamento de informações não acontece por decreto.
  • Como vender a idéia do Portal?

    O Portal Corporativo representa uma mudança, para melhor, no acesso às informações e sistemas da empresa. Não basta que o Portal seja bem implementado, eficiente, rápido e "recheado" de conteúdo e serviços, mais do que tudo isso é preciso que o usuário saiba e, principalmente, perceba valor na sua utilização. Sem esta percepção, todo esforço será em vão. As pessoas simplesmente não irão utilizar os serviços do Portal, se não perceberem, nessa utilização, vantagens e melhorias para o seu trabalho diário.

    Quer um exemplo simples e prático? Foi necessário algum treinamento, divulgação em massa ou avisar mais de uma vez sobre aquele sistema que fornece consulta ao Contra-cheque?? Obviamente que não. Por que?? Ora, porque o usuário percebeu valor/utilidade no acesso a este recurso – quem não quer consultar o contra-cheque alguns dias antes do pagamento?? É isso. Simples. Direto. Nem mais, nem menos.

    A cultura organizacional, a maneira como as pessoas realizam o seu trabalho e os valores vigentes na organização, tem que ser levados em consideração quando da implementação dos serviços do Portal. As normas e valores de uma organização também podem ser considerados um sistema de controle não oficial, ou melhor, são o sistema de controle que realmente vale, que efetivamente é aplicado no dia-a-dia da empresa. Nem por intimidação, nem por medo da perda do emprego, nem por nada, as pessoas, no longo prazo, alcançam resultados que vão contra os seus princípios e crenças. Em algum momento, consciente ou inconscientemente, as pessoas acabam "sabotando" iniciativas que contrariem suas crenças e valores pessoais. 

    Já estou complicando novamente. Na verdade, o que eu queria dizer é o seguinte: "Nem por decreto, ordem de serviço ou "berros do Presidente", os funcionários usarão os serviços do Portal se não forem percebidos, nesses serviços, valor e utilidade para o seu trabalho diário. Acho que esta última explicação ficou um pouco melhor. Espero que sim.

    Por outro lado, os serviços do Portal somente serão realmente úteis, se tiverem sido projetados a partir de uma ampla compreensão de como as pessoas realmente realizam o seu trabalho. Desde a fase de concepção, passando pelo projeto e pela implementação, é fundamental que haja uma participação efetiva dos usuários. Quem melhor do que os usuários, para explicar as suas reais necessidades??? 

    Em algumas empresas, as definições são feitas por uma equipe técnica, centralizada, a qual não tem contato direto com os funcionários, clientes e parceiros de negócios. Obviamente que essa é uma péssima abordagem. Quem melhor sabe as necessidades dos clientes é quem interage diretamente com eles. Quem melhor sabe os problemas do dia-a-dia na empresa é quem está realizando o trabalho. Pense bem nisso. Esse é um fator decisivo para o sucesso na implementação do Portal Corporativo.

    Compartilhamento não acontece por decreto:

    No início deste artigo eu escrevi o seguinte: Uma expressão que ficou muito famosa, encontrada em muitos artigos, é a seguinte: "A informação certa, para a pessoa certa no momento certo." Portais bem projetados e focados nas reais necessidades dos usuários, são capazes de vencer o desafio de fornecer as informações corretas, quando necessárias, para quem delas precisar. 

    A informação necessária para que cada um realize o seu trabalho não está toda contida nos sistemas informatizados na empresa. Essa informação está também na cabeça das pessoas, no chamado conhecimento tácito (falaremos mais sobre conhecimento tácito nos próximos tópicos). O grande desafio é: "Como capturar o conhecimento tácito, de tal maneira que esse possa estar disponível para todos que dele precisarem??". Em poucas palavras: "Precisamos de mecanismos que incentivem o compartilhamento das informações e que sejam capazes de converter conhecimento tácito em conhecimento explícito".

    Mais uma vez temos no portal e nos seus serviços uma ferramenta valiosa para o compartilhamento de informações na empresa. A criação de uma cultura de compartilhamento de conhecimento dependerá em muito da atenção e do apoio explícito da alta administração, estando esta dedicada e comprometida em criar uma cultura de compartilhamento. 

    Um fator decisivo é uma cuidadosa preparação/revisão dos processos de trabalho, para que estes incentivem o compartilhamento das informações. Reestruturar processos é algo difícil, que encontra enormes resistências por parte dos funcionários. Mas em algum momento terá que ser feito, pois não adianta ter ferramentas que apóiem o compartilhamento, bem como boa vontade dos funcionários se os processos de trabalho são lentos e burocráticos, e que absorvem grande parte do tempo em tarefas pouco sintonizadas com os objetivos da empresa.

    A seguir coloco algumas atitudes da Alta Administração que são importantes para a criação de uma cultura de compartilhamento das informações (segundo sugestões contidas no excelente livro "Portais Corporativos", do Prof. Dr. Cláudio Cyrineu Terra):
  • Dar o exemplo, usando o Portal e compartilhando informações.


  • Promover o compartilhamento do conhecimento como um valor institucional.


  • Criar funções/posições dedicadas à Gestão do conhecimento e alocar o quantitativo de funcionários suficiente para exercer tais atividades.



  • Definir políticas de RH que incentivem o compartilhamento das informações.
  • O maior obstáculo nunca foi e nunca será a tecnologia (embora possa atrapalhar e limitar em certos casos onde são utilizadas ferramentas inadequadas), mas sim a cultura de uso das ferramentas e do compartilhamento do conhecimento.

    A confiança entre os funcionários e dos funcionários em relação à administração é um fator fundamental para que o compartilhamento do conhecimento exista. É necessário um bom clima de relacionamento, não basta o relacionamento oficial, apenas baseado na hierarquia organizacional. Na falta de uma relação de confiança bilateral entre a organização e seus funcionários, é difícil imaginar que os funcionários sintam-se a vontade para compartilhar seus conhecimentos uns com os outros.

    Também é importante que a empresa incentive a experimentação, adotando políticas que tolerem erros e que entendam que os erros são oportunidades preciosas de aprendizagem. Deve ser incentivada a participação de pessoas de diferentes áreas da empresa, de tal maneira que possam ser compartilhadas diferentes visões sobre o mesmo problema/assunto. A diversidade é outra fonte fundamental de aprendizagem. O Portal também deve fornecer ferramentas para facilitar a criação e manutenção de Comunidades Virtuais e Comunidades de Prática, mas estes já são assuntos para os próximos itens.

    A seguir coloco alguns endereços para que você possa se aprofundar um pouco mais:
  • www.informal.com.br


  • www.brint.com/km


  • www.sbgc.org.br


  • www.kmol.online.pt


  • www.crie.ufrj.br/mbkm
  • Comunidades de Práticas: Conhecimento Explícito x Conhecimento Tácito:

    Você já deve ter escutado a velha discussão sobre Teoria x Prática. Os Teóricos acusam os práticos de não gostar de estudar, de não seguir uma metodologia definida, bla, bla, bla... Já os Práticos acusam os teóricos de só ficar fazendo análises, estudando porém sem obter nada de resultados práticos e bla, bla, bla... Tem até a bem conhecida discussão entre os puristas da Orientação à Objetos e a turma do Desenvolvimento baseado em Componentes. Bem, pelo menos nesta coluna, meu objetivo não é entrar em polêmicas. Apenas citei a velha discussão entre Teoria e Prática, para ilustrar o que será discutido neste item: Conhecimento Explícito x Conhecimento Tácito e como as Comunidades de Práticas podem ser uma importante ferramenta para captação, codificação e disponibilização do conhecimento tácito para todos que dele precisarem, dentro de uma empresa.

    Diferentes tipos de conhecimentos:

    Conhecimento e aprendizagem são temas sempre atuais e fortemente interligados. A UNESCO possui um grupo de trabalho conhecido como: Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI. Este grupo definiu um novo modelo de educação, baseado nos seguintes, digamos assim, "aprenderes":
  • Aprender a conhecer


  • Aprender a fazer


  • Aprender a conviver


  • Aprender a ser
  • O primeiro aprender, ou seja, Aprender a conhecer refere-se ao que as pessoas (e infelizmente muitos dos responsáveis pela educação e aprendizagem nas escolas e empresas) acham que seja educação em si. Refere-se ao conhecimento técnico, transmitido através das aulas tradicionais, de palestras, livros, Internet e outras fontes de informações. O aprender a conhecer, refere-se ao que chamamos de conhecimento explícito, ou seja, aquele conhecimento facilmente codificável e reaproveitável, que está nos manuais e na Intranet da empresa. É a área dos teóricos, onde o importante é estudar e aprender, sendo a aplicação propriamente dita deixada em segundo plano. 

    Obviamente que o Aprender a conhecer (o conhecimento explícito) é importante. Você não voaria num avião projetado por engenheiros que não entendem de Engenharia Aeronáutica?? Ou voaria?? Este conhecimento é facilmente adquirido através da leitura de livros e manuais e das aulas tradicionais. Pode ser facilmente disponibilizado na Intranet da empresa para todos que dele precisarem.

    Já o Aprender a fazer é um pouco mais difícil (eu diria bem mais difícil) de documentar e compartilhar. O Aprender a fazer tem muito a ver com o conhecimento prático, de como fazer as coisas, de como resolver problemas, de qual procedimento adotar em determinada situação. Este é o que chamamos de conhecimento tácito, o qual está, na maioria das vezes, na cabeça dos funcionários, representado pela experiência destes na resolução de problemas e na execução de tarefas do trabalho diário. 

    A questão é que não é nada fácil capturar e colocar em manuais e em páginas da Intranet, o conhecimento tácito dos funcionários da empresa. Muitas vezes um Engenheiro de manutenção é capaz de prever quando um equipamento vai apresentar problemas, só pelo "ronco do motor" ou outro ruído qualquer. Mas nem mesmo este Engenheiro é capaz de colocar no papel (ou seja, explicitar o conhecimento tácito) o porquê de ele saber que o equipamento apresentará problemas. É um conhecimento que faz parte da experiência do funcionário e que, quando o funcionário deixar a empresa, vai levar junto todos os seus conhecimentos tácitos.Esta questão é complexa e não tem uma solução única ou simples. Mas já existem iniciativas capazes de facilitar o compartilhamento e o acesso ao conhecimento tácito de todos na empresa. Uma destas iniciativas são as chamadas Comunidades de Práticas, as quais descreverei logo a seguir.

    Comunidades de Práticas:

    Muitas vezes as Comunidades de Práticas (ou Comunidades Virtuais como também são chamadas) podem ser confundidas com simples Grupos de Discussão via Internet ou na própria Intranet da empresa. É muito importante fazer esta distinção: Um Grupo de Discussão é apenas uma das ferramentas de apóio que a informática e as tecnologias Web oferecem para dar suporte às Comunidades de prática.

    Uma Comunidade de Práticas é formada por uma série de recursos, alguns de computação e outros tradicionais, que incentivam e facilitam o compartilhamento do conhecimento tácito e de soluções entre os funcionários da empresa, de tal maneira que estas soluções possam estar disponíveis para quem delas precisar, no momento que delas precisar. 

    Um exemplo típico, citado no excelente livro "Portais Corporativos", do Prof. Dr. José Cláudio Cyrineu Terra é o da empresa Xerox. Técnicos brasileiros estavam tendo problemas no suporte a copiadoras coloridas, bastante caras. A gerência já havia tomada a decisão de substituir as copiadoras que custavam cerca de 40 mil dólares cada uma. Um dos técnicos, através de uma Comunidade de Práticas dos técnicos de manutenção da Xerox, descobriu a solução para o problema, solução esta compartilhada por um técnico Canadense que já havia enfrentado o mesmo problema, algumas horas antes: "Substituir um sensor que custava alguns centavos de Dólar". Uma solução bem mais em conta do que substituir dezenas de equipamentos de milhares de dólares, sem contar a satisfação dos clientes e prejuízo que seria para a imagem da empresa. Este é apenas um exemplo simples dos benefícios do compartilhamento do Conhecimento Tácito e de como as Comunidades de Práticas são uma ferramenta para isto.

    Ferramentas como Grupos de Discussão, páginas da Intranet, mecanismos de pesquisa e e-mail são exemplos de ferramentas de tecnologia que dão suporte a criação e implementação de comunidades de prática. Mas como tudo, as ferramentas de tecnologia são importantes porém não garantem o sucesso de implementação de uma Comunidade de Prática. Para alcançar o objetivo de realmente obter um bom nível de compartilhamento de conhecimentos tácitos e soluções é preciso minimizar tarefas burocráticas/irracionais, deslocar o máximo de capacidade decisória para as pontas, onde o trabalho realmente é feito, reduzir ao máximo os níveis de hierarquia vertical dentro da empresa, dentre tantas outras ações relacionadas aos aspectos humanos/administrativos da organização Só os aspectos humanos/administrativos seriam assunto para uma coluna, não, para um livro inteiro.

    A questão toda é: Como capturar, codificar e disponibilizar o conhecimento tácito do maior número de funcionários possível, para todos que precisam deste conhecimento? As Comunidades de Práticas em conjunto com ações relacionadas aos aspectos Humanos/Administrativos podem ser uma solução. A seguir coloco algumas referências de livros e sites para quem pretende ampliar os estudos sobre Comunidades de Práticas:
  • Livro: Comunidades Virtuais, Jayme Teixeira Filho, Editora Senac-RJ.

  • Livro: Capital Intelectual, Thomas A. Stewart, Editora Campus.

  • Livro: A Riqueza do Conhecimento, Thomas A. Stewart, Editora Campus.

  • http://www.informal.com.br

  • http://www.jairpessine.hpg.ig.com.br/120_sites_esculpidos_pelos_espe.htm

  • http://www.cni.org.br/links/links-at-gestaoconhecimento.htm

  • http://www.kmol.online.pt/outros/sites.html
  • O Portal Corporativo como ponto único de acesso às aplicações da empresa

    Nas itens anteriores tratei sobre a utilização da Tecnologia da Informação (TI) como ferramenta para alavancar a produtividade e gerar resultados na empresa. Tratei de assuntos como o desenvolvimento de aplicações em n camadas, do conceito de Portal Corporativo e da importância do fator humano para o sucesso da implementação de um Portal Corporativo. Neste item vou falar um pouco sobre as opções para fornecer o acesso às aplicações da empresa, através de um ponto único de acesso, qual seja, o Portal Corporativo. Para facilitar o acompanhamento, vou dividir as aplicações nos três grupos listados a seguir:
  • Aplicações baseadas no Mainframe.

  • Aplicações Cliente/Servidor de 2 camadas.

  • Novas aplicações.
  • Aplicações baseadas no Mainframe:

    Apesar de toda a onda de Downsizing, modelo Cliente/Servidor de 2 camadas e agora o desenvolvimento Web com 3 ou mais camadas, existe um fato concreto: "Grande parte das aplicações, em empresas de todo o mundo, continuam baseadas no Mainframe, com o tradicional acesso via emulação de terminal, sendo o padrão de terminal TN3270 um dos mais utilizados". Este é um fato que eu arriscaria a dizer, até inquestionável. Na minha opinião esta realidade continuará por um bom tempo, pois as empresas, passada a onda do Downsizing a qualquer preço, estão conscientes de que, muito mais importante do que estar em dia com a última "moda tecnológica" é ter sistemas eficientes e que atendam as reais necessidades da empresa.

    A questão a ser colocada é a seguinte: Como manter as aplicações que estão funcionando perfeitamente no Mainframe, porém fornecendo acesso através do Portal Corporativo. Existem diferentes alternativas, dentre as quais destacaremos as duas principais descritas a seguir:
  • Acesso usando um servidor de aplicações: Esta opção é muito utilizada. Instala-se um servidor de aplicações na rede da empresa. O servidor de aplicações serve como uma ponte de acesso aos dados e aplicativos do Grande Porte. Em seguida, com base no modelo em n camadas, o acesso às aplicações e dados é feita através de uma aplicação Web, ou seja, diretamente através de uma página do Portal. O papel do servidor de aplicações é o de um Gateway, o qual permite o acesso aos aplicativos do Mainframe através de um aplicativo Web. Temos inúmeros exemplos desta forma de acesso, dentro os mais conhecidos, os Portais Internet de alguns bancos, que permitem aos clientes consultar saldos, pagar contas, emitir extratos, etc., tudo através da Internet, estando os dados no Mainframe.

  • Acesso usando um emulador de terminal para Web: Outra opção é a utilização de um emulador de terminal que roda em uma página da Web, para acesso às aplicações do grande porte. Com a versão 3 do navegador Netscape era fornecida uma Applet Java, a qual fazia a emulação de um terminal 3270. Além disso era possível passar como parâmetro para a Applet, o número IP ou nome do servidor de grande porte com o qual o usuário faria a conexão. Com isso o acesso às aplicações do Mainframe, torna-se, simplesmente, mais um link no Portal Corporativo. Ao clicar no link é aberta a tela do emulador para que o usuário se identifique, fornecendo login e senha e tenha acesso às aplicações normalmente. Além do uso de Applets existem inúmeras outras tecnologias que permitem a criação de uma página que atue como emulador de terminais. Apenas para citar algumas: Controles ActiveX, ASP, JSP, ASP.NET, etc.
  • Aplicações Cliente/Servidor de 2 camadas:

    Por incrível que possa parecer, em determinadas situações, é mais difícil adaptar uma aplicação Cliente/Servidor para ser acessada através do Portal Corporativo, do que adaptar uma aplicação do Mainframe. Embora você possa não concordar, os modelos do Mainframe e da Web são parecidos em alguns aspectos: Servidores centralizados, onde ficam os dados e as aplicações e acesso através da rede, usando terminais. No Mainframe, normalmente terminais a caractere e na Web terminais gráficos, mas a idéia é muito parecida.

    Já as aplicações Cliente/Servidor são baseadas em um modelo onde existe uma estação de trabalho para cada ponto da rede, estação esta bem dotada de recursos como memória, processador e espaço em disco. Na maioria das vezes, estas aplicações precisam ser reescritas ou, no mínimo, adaptadas para o modelo Web. Questões como desempenho e segurança, fundamentais para o acesso no modelo Web, tem que ser levadas em consideração. Muitas das aplicações Cliente/Servidor tradicionais, não foram projetadas tendo como prioridades segurança e desempenho, principalmente desempenho. Em casos mais extremos, pode ser necessária uma reestruturação do banco de dados, e de toda a sua modelagem, o que implica por sua vez em reescrever a aplicação.

    Uma das alternativas mais utilizadas é manter a aplicação Cliente/Servidor funcionando ao mesmo tempo em que são criadas páginas de acesso aos dados da aplicação. Com isso, aos poucos, a interface da aplicação vai sendo migrada diretamente para o Portal Corporativo. Uma vez finalizada a migração e devidamente testada, é feita a desativação da aplicação Cliente/Servidor e mantido somente o acesso através do Portal. Mais uma vez são inúmeras as tecnologias e/ou produtos disponíveis para criar a aplicação no modelo Web: Java, ASP, ASP.NET, JSP, Cold Fusion, só para citar as mais conhecidas.

    Novas aplicações:

    Estas não deixam dúvidas, ou seja, novas aplicações já devem ser desenvolvidas baseadas no modelo Web de n camadas. Obviamente que questões como integração com aplicações já existentes, segurança e desempenho devem ser seriamente levadas em consideração. Porém os mitos de que aplicações baseadas no modelo Web são lentas e inseguras estão caindo muito rapidamente. Quanto à segurança existe muitas opções e tecnologias capazes de tornar as aplicações Web tão seguras quanto qualquer outra aplicação. A segurança depende menos do modelo e da tecnologia, mas sim mais do uso correto da tecnologia. Quanto ao desempenho, já vi muitas aplicações Cliente/Servidor (mal projetadas e mal implementadas evidentemente), que rodam em rede local, com desempenho muito inferior a aplicações Web com o mesmo volume de acesso. 

    O fato concreto é: "É possível disponibilizar acesso a todas as aplicações da empresa através do Portal Corporativo". Algumas aplicações rodarão dentro do próprio Portal, com o uso de páginas Web. Outras aplicações continuarão rodando no seu ambiente nativo, sendo o portal apenas um ponto de acesso. Com isso o Portal está cumprindo um dos seus papéis que é o de fornecer um ponto único de acesso às aplicações da empresa.

    Conclusão:

    O Portal Corporativo então é a solução para todos os problemas da empresa? Obviamente que não. A proposta do portal é um melhor aproveitamento dos recursos de TI já existentes na empresa, fornecer um acesso estruturado às informações, com mecanismos que facilitem a busca das informações. O Portal também deve servir como um catalisador para que se crie a cultura do compartilhamento das informações, principalmente através da criação e manutenção de comunidades de práticas. Por fim, deve servir como ponto único de acesso, tanto às informações quanto às aplicações da empresa, fazendo com que desapareçam, em definitivo, as famosas "ilhas de informações".

    Entre em contato através do email batisti@hotmail.com ou diretamente através do site www.juliobattisti.com.br, para enviar os seus comentários, críticas e sugestões.


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